Amaciamento: ainda existe isso?

Por BORIS FELDMAN25/12/16 às 17h05

Durante dezenas de anos havia uma regra para o carro zero km ou que tivesse seu motor retificado, o “amaciamento”. O que vem a ser isto?

O motor tem vários componentes que se movimentam atritando uns contra os outros. Pistões, por exemplo, sobem e descem milhares de vezes por minuto dentro dos cilindros. Então, havia no passado a recomendação para que, nos primeiros cinco mil quilômetros, o motorista não pisasse fundo no acelerador. A regra era manter o motor sempre numa rotação abaixo da máxima permitida. E exigir o mínimo possível dele. Não pisar forte numa subida nem na estrada. E esta recomendação era motivada pela necessidade de um ajuste, um acasalamento entre estas partes móveis. Só depois desta quilometragem se considerava o motor em plenas condições de funcionamento.

Se esta regra não fosse obedecida, o motor não se danificaria, mais seu desempenho ficaria prejudicado pelo resto da vida, apresentando excesso de consumo de óleo ou de combustível. Até uma curiosidade: alguns carros que tinham tido seu motor retificado ostentavam no vidro traseiro a faixa “Motor em amaciamento”, ou seja, avisando ao motorista que vinha atrás que ele rodava com limitações de velocidade.

Até hoje ainda existe uma briga de gerações quando se fala neste amaciamento, pois a tecnologia de fabricação do motor e seus componentes evoluíram muito nos últimos 20 ou 30 anos e esta prática não é mais necessária. Ao contrário do que recomendam nossos pais ou avôs…

O que ainda se sugere num carro zero km (ou com o motor retificado) é não pisar fundo no acelerador, mas apenas nos primeiros 500 km, ou 1.000 km no máximo, pois continua sendo importante não exigir tudo do motor no início de sua operação, exatamente para o assentamentos entre suas partes móveis.

Curiosamente – e poucos falam disso – outro amaciamento recomendável nos primeiros 200 ou 300 km do carro zero km é do sistema de freios. Que funcionam com atrito entre pastilhas e discos, lonas e tambores, e só terão máxima eficiência depois desta quilometragem.

E acredite se quiser, até pneu tem que rodar algumas centenas de quilômetros até estar em plenas condições de rodagem.

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