Aprendizados pós greve dos caminhoneiros: nem tudo pode

Com o fim da escassez de combustível, você pode dizer que agora já sabe o que pode e o que não pode ser usado para abastecer o seu flex?

Por BORIS FELDMAN14/06/18 às 19h30

Durante a falta de combustível, no período da greve dos caminhoneiros,  muitos motoristas de carros flex tentaram de tudo para não ficar a pé. Com a volta a normalidade, ficou o aprendizado: nem tudo que deriva da cana serve para abastecer o carro.

[TRANSCRIÇÃO]

Essa greve de caminhoneiros teve uma única vantagem: vários motoristas descobriram o que podem e o que não podem fazer na emergência do tanque seco. Estamos falando, naturalmente, do carro flex ou do carro a álcool, porque gasolina não existe improvisação. No caso do álcool, muita gente comprou o frasco de álcool no supermercado, jogou do tanque e o motor não funcionou, porque é metade água e apenas metade de álcool. O álcool puro comprado na farmácia, 96 ou 99 °Gay Lussac, pode jogar no tanque, porque ele funciona até melhor que o hidratado do posto. Muitos resolveram quebrar o galho com bebida destilada, besteirol da internet, como whisky, vodka e cachaça pra descobrirem que o seu teor alcoólico é inferior a 50% e, portanto, o carro nem funciona e ainda prejudica o motor.

greve dos caminhoneiros

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

0 Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se identificar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Deixe um comentário