Automático: fim do tabu?

Por BORIS FELDMAN12/12/16 às 20h29
(Fabiano Azevedo/AutoPapo)

No passado, câmbio automático era verdadeiro tabu. Todos morriam de medo de comprar um automóvel sem o pedal de embreagem alegando dificuldade de assistência técnica, peças importadas, caras e falta de mecânicos especializados. Esse clima “anti-automático” durou até os anos 90, quando se reiniciaram as importações de automóveis. O motorista percebeu então ser muito mais agradável dirigir com ele, principalmente no trânsito urbano. Nada de aperta e solta o pedal de embreagem, nada de levar a alavanca de mudanças para cima e para baixo. Bastam freio e acelerador o que, aliás, é muito mais lógico, pois o homem não tem três, mas apenas dois pés…

Quando começaram a desembarcar os primeiros automóveis importados, todos os modelos mais sofisticados contavam com o câmbio automático. Mesmo os europeus, que reagiram contra ele, passaram a adotá-lo na faixa premium. Já nos EUA, é o contrário: quase não se vende automóvel com câmbio manual, mesmo os modelos menores, compactos e com motores de baixa potência. Além disso, com o câmbio sob o comando da eletrônica, o automático tornou-se mais moderno e confiável.

No Brasil, a situação está se invertendo aos poucos. O câmbio automático deixou de equipar apenas os modelos luxuosos e de alto desempenho e está se tornando opção dos médios e compactos. O grande pulo do gato foi o câmbio automatizado: ao contrário do automático convencional, ele é mais leve, reduz o consumo e custa menos, só um pouco mais que o manual. Por isso, compactos e médios da Fiat (Dualogic), Volkswagen (I-Motion), GM (Easytronic) e Renault (Easy-R) já oferecem o automatizado como opcional por um razoável valor adicional. Pode não ser tão confortável como o tradicional (pois dá uns tranquinhos na passagem da marcha) mas dispensa – do mesmo jeito – o pedal da embreagem e a alavanca de mudanças.

O Ônix, carro mais vendido no Brasil, tem 15% de participação do câmbio automático. Em sua versão sedã (Prisma) ele comparece com 26%. E, acredite se quiser: mais de 50% do sedã Hyundai HB20 sai de fábrica com o automático convencional.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

1 Comentário

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  • Rogélio Gonçalves da Silva 29 de janeiro de 2018

    Eu comprei um prisma automático e adorei é muito bom para dirigir conto eu for vender quero comprar outro carro automático também

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