Vale a pena abastecer no posto “bandeira branca”?

Posto bandeira branca é aquele que não ostenta marca conhecida, que não pertence a nenhuma rede de marca conhecida e tradicional como Shell, Petrobrás, Ale, Ipiranga, etc. E compra seus combustíveis de qualquer refinaria com preços reduzidos.

Por BORIS FELDMAN05/05/18 às 07h35

No passado, posto de combustíveis de bandeira branca era perigoso. Que bicho é esse?

É o posto que não ostenta marca conhecida, que não pertence a nenhuma rede de marca conhecida e tradicional como Shell, Petrobrás, Ale, Ipiranga, etc. E compra seus combustíveis de qualquer refinaria com preços reduzidos. Em geral, a gasolina mais barata era também adulterada e a fiscalização da ANP ineficiente.

Posto bandeira branca é aquele que não ostenta marca conhecida

Atualmente, o panorama é outro, o que não quer dizer que a ANP tenha se tornado super eficiente, mas nossos combustíveis já oferecem melhor qualidade. Existem, ainda que deixando a desejar, testes de qualidade e não raramente se vê posto impedido de operar por suspeitas de adulterações.

Qual foi a modificação neste quadro?

As grandes redes distribuidoras de derivados de petróleo estão exigindo tanto de seus postos, que muitos deles estão preferindo optar pela “bandeira branca” para redução de custos. Não significa que sejam desonestos nem abandonaram a bandeira famosa para que tenham maior liberdade de praticar a maracutaia. Aquele seu posto de confiança, onde você abastece há anos, conhece o dono e sabe sua honestidade, pode ter substituído a placa lá no alto por outra desconhecida. Ou nenhuma…

Estes postos estão partindo para a operação independente, a chamada “bandeira branca”. Podem se abastecer de várias outras distribuidoras de combustíveis autônomas, com preços mais razoáveis, mantendo porém a mesma qualidade. Eles mesmos conferem a qualidade ao receber o combustível. Uma decisão empresarial para que o negócio se mantenha viável.

Entretanto, sem sombra de dúvida, postos que ostentam placas de marcas famosas são submetidos a controle de qualidade mais rígido (pela própria distribuidora) e inspiram maior credibilidade. No caso de dúvida, vale a pena optar por um deles.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

5 Comentários

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  • Rodolfo 18 de maio de 2018

    …. De acordo com doutores do assunto, ver fontes abaixo, é impossível saber exatamente por qual solvente que a gasolina está batizada através do teste de densidade da gasolina, apenas teste de laboratório é possível saber quais solventes são esses conforme estudo abaixo:

    “Um método descritivo e exploratório para identificar adulteração com solvente em amostras de
    gasolina baseado na análise de componente principal (PCA) usando espectrometria FT-IR foi realizado. Óleo diesel,
    querosene, aguarrás e tíner foram os solventes adulterantes utilizados.
    As amostras foram preparadas adicionando-se diferentes quantidades de solvente à amostra de gasolina tipo
    “A” de modo a manter o teor alcoólico em 25%. Após obtenção dos espectros de infravermelho foi feita análise de
    componente principal usando o programa MATLAB.
    Os resultados mostraram que foi possível agrupar amostras de gasolina em diferentes grupos de acordo com o
    solvente utilizado. Além disso, amostras previamente analisadas no laboratório da Universidade Salvador, obedecendo a
    critérios de conformidade e não conformidade com as especificações vigentes no país, foram analisadas e classificadas
    quanto a presença ou não de solvente, além de informar qual o tipo de solvente utilizado na adulteração”.

    “Conclusão
    Os resultados mostraram que é possível a classificação de amostras adulteradas com solventes utilizando
    análise multivariada em diferentes categorias a depender do solvente utilizado na adulteração.
    Amostras de gasolina especificada podem conter solvente em sua composição entretanto a análise multivariada
    desenvolvida pode classificar estas amostras.
    Solventes distintos dos abordados neste trabalho, que apresentem viabilidade na adulteração, devem ser
    investigados, adicionalmente deve se fazer um estudo também com mistura de solventes”.

    Fonte:

    CLASSIFICAÇÃO DE AMOSTRA DE GASOLINA EM RELAÇÃO A
    – ADULTERAÇÃO POR SOLVENTE BASEADA NA ANÁLISE DE
    COMPONENTE PRINCIPAL (PCA) USANDO ESPECTROMETRIA FT-IR
    – 2o CONGRESSO BRASILEIRO DE
    P&D EM PETRÓLEO & GÁS
    – Autores: Hilda Costa dos Santos, Leonardo Sena Gomes Teixeira
    Disponível neste link

    …. “A gasolina pode ser adulterada por muitos produtos, mas todos devem ser miscíveis nela e inflamáveis, para que não deixem resíduos de sua presença. A querosene é mais pesada que a gasolina e sua octanagem é mais baixa, gerando assim falhas na aceleração do motor (buracos), carbonização da câmara de combustão e detonação em baixas rotações (PETROBRÁS, [201-]b).
    …. É comum encontrar gasolina adulterada com adição de querosene, etanol acima do percentual normalizado, diluentes (thinner, aguarrás), benzeno, etc.
    …. Este acréscimo de produtos adulterantes da gasolina, seja pelo excesso do já existente ou por um outro que não está presente em sua fórmula, provoca alterações nas propriedades físico-químicas da gasolina (TAKESHITA, 2006).
    …. Takeshita (2006), realizou um estudo da influência de solventes sobre os parâmetros físicos e químicos da gasolina, mas na época seu trabalho não contemplou nenhuma análise sobre alterações nos lubrificantes”.

    Fonte:

    – ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA ADULTERAÇÃO DE COMBUSTÍVEL NA DEGRADAÇÃO DO LUBRIFICANTE E DO MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA
    – AUTOR: RONALDO LOURENÇO FERREIRA
    Disponível neste link

    EDITADO

  • Jose. 11 de maio de 2018

    Voce é otimo

  • Jair dias de oliveira 7 de maio de 2018

    Concordo plenamente. uma grande parte dos revendedores de combustíveis utilizam de recursos desonestos. Sonegação de impostos, adulteração da qualidade dos produtos e adulteração dos sistemas de controle de medições nas bombas. Ou entregam combustível com qualidade ruim ou entregam ao cliente quantidade menor do que este paga.

  • Kowalsky 6 de maio de 2018

    Por experiência própria. Neste setor não tem santo. Adulteração ocorre nas redes e bandeiras brancas. As fiscalizações da ANP são toscas, do tipo me-engana-que-eu-gosto. E todo mundo sabe que utilizam controle remoto nas bombas para alternar entre os tanques de combustível batizado e original. Se você abastece nos mais caros porque acha que é garantia de procedência bem poderá estar enganado. Poucos são os que trabalham bem nesse segmento.

  • Nilsson Ferreira aguia 5 de maio de 2018

    Vocês não sabem o que escrevem. Os postos estão retirando bandeiras tradicionais porque são escravizados por contratos abusivos. As próprias bandeiras tradicionais vendem mais barato para postos sem bandeira. Prejudicando quebrando seus parceiros

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