Choque & Anti-esmagamento

Por BORIS FELDMAN02/10/16 às 15h18

Leitor da coluna diz ter um automóvel de quatro portas com vidros elétricos e que leva seus filhos menores no banco traseiro. Mas tem receio de eles se ferirem no vidro elétrico, de acioná-los inadvertidamente e se machucarem. Diz que soube de um acidente fatal com uma criança que subiu no apoio da porta, pisou sem perceber no botão do vidro e foi asfixiado pelo vidro, pois estava com a cabeça para fora da porta. E ouviu falar que existe um sistema anti-esmagamento e não sabe como funciona nem se tem no seu carro.

Simples de verificar: com o vidro abaixado, coloca-se no alto da janela, onde o vidro vai chegar para se encaixar dentro da canaleta, uma caneta atravessada ou um lápis. Aciona-se então o vidro até ele atingir essa caneta. No momento em que ele se encosta nela, existem sensores que percebem o obstáculo, interrompem imediatamente o vidro e ainda o fazem voltar alguns centímetros. Este é o teste do sistema anti-esmagamento.

Outro leitor reclama do choque que recebe da maçaneta ao fechar a porta quando sai do carro. Realmente, chega a pular uma centelha entre a mão e maçaneta principalmente nos tempos mais secos e muitos acham que existe um problema no sistema elétrico do carro.

Problema nenhum: o choque é provocado pela eletricidade estática do corpo, gerada pelo atrito entre a roupa e o revestimento do banco. O mesmo fenômeno que faz um pente atrair um pedacinho de papel, depois que você o passa pelo cabelo. Nem todos os automóveis e nem todas as roupas provocam essa eletricidade estática.

Vai agora a dica para evitar o choque: ao abrir a porta para descer do carro, continue segurando com a mão alguma parte metálica do carro, como a maçaneta, por exemplo, até descer e encostar o pé no chão lá fora. Porque aí você já está descarregando essa eletricidade estática.

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