Consórcio: prós e contras

Por BORIS FELDMAN23/10/16 às 15h32

O financiamento de automóvel do tipo “consórcio” é tipicamente brasileiro. Foi criado aqui na década de 60 e se revelou uma interessante alternativa aos financiamentos convencionais como CDC (crédito direto ao consumidor) ou leasing. Criado para entregar carros zero km, ele ampliou a gama e hoje o consorciado pode optar por automóvel novo ou usado, moto, caminhão, lancha, casa, qualquer tipo de produto. E até prestação de serviço como viagem ou tratamento médico/dentário.

O sistema consorcial tem vantagens e desvantagens. O lado positivo é não exigir renda mínima, nem parcelas intermediárias, nem juros. O negativo é quem tem uma taxa de administração que pode ser pesada. E, ao contrário do financiamento tradicional, o consorciado corre o risco de pagar durante meses e meses sem receber o carro. Basta não ter o valor necessário para dar um lance vencedor numa assembleia. Ou ser muito azarado e sorteado apenas nos últimos meses. Feitas as contas, o consórcio é vantajoso para quem é contemplado logo nos primeiros meses, ou até a metade do prazo do grupo, seja por lance, seja por sorteio. Outro cuidado que o consorciado deve tomar é de verificar a idoneidade da administradora junto ao Banco Central, que regula o sistema.

Mas, no frigir dos ovos, principalmente no Brasil onde os juros são escandalosos e o crédito costuma ser limitado, ele é uma boa opção. Tanto que as administradoras de consorcio estão comemorando um aumento nas vendas de cotas este ano em que o setor penou estatísticas apontadas para o porão.

Segundo a associação das administradoras, mais de cem mil novos consorciados ingressaram mensalmente no sistema para adquirir automóveis. Levantamento realizado em todo o sistema de financiamento (considerando-se também o CDC e o leasing) revelou que, este ano, o crédito concedido pelas administradoras até setembro foi de R$ 21,5 bilhões. Quase 30% do volume total de financiamentos de veículos.


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