Consórcio: um pró e um contra

Por BORIS FELDMAN31/10/16 às 19h06

Comentei nesta coluna, recentemente, a respeito dos consórcios. No início só se formavam grupos com o objetivo de entregar automóveis zero km. Isso foi na década de 60, há 50 anos. Ele evoluiu e passou a entregar qualquer coisa: carro novo ou usado, bicicleta, caminhão, casa, tratamento de dente, viagem de férias…

Como funciona um consórcio? Basicamente, a administradora organiza grupos de interessados na compra do automóvel. Que pagam uma prestação mensal e, numa assembléia mensal, dois deles são contemplados: um por sorteio e outro que der o lance vencedor. O consorciado contemplado recebe da administradora uma carta de crédito que lhe dá o direito de comprar o que quiser. Mas não é obrigado a usar a carta de crédito assim que a recebe. Se ele, por exemplo, quiser comprar um novo modelo a ser lançado daí a dois ou três meses, pode esperar. Nenhum problema pois o valor da carta de crédito é atualizado mensalmente de acordo com a taxa Selic. Ou seja, se o carro, moto ou caminhão subirem de preço, o crédito do consorciado vai também sendo corrigido. Mas, se o preço do carro não se alterar ou se reduzir, melhor para o consorciado. E com uma vantagem adicional: o lucro obtido com a atualização da carta não está sujeito a imposto de renda. Ou seja, uma boa aplicação financeira.

Por outro lado, a maioria dos consorciados não entende o funcionamento do sistema. Que é impossível compará-lo com planos tradicionais de financiamento. Não percebem que pertencem a um grupo e que pagam mensalmente para que dois deles sejam contemplados. Até que, ao final, todos recebem sua carta de crédito. O que costuma gerar aborrecimento ao consorciado é não existir devolução dos valores pagos caso ele desista de continuar no grupo. Pois o que ele já pagou foi utilizado, mês a mês, na compra dos automóveis para os consorciados já contemplados. Só ao final do grupo a administradora tem condições de devolver os valores pagos pelos que desistiram no meio do caminho.

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