Ecológico e escatológico

Por BORIS FELDMAN28/08/16 às 14h41

Cocô de vaca ou titica de galinha: estas são as duas novas fontes alternativas de energia para movimentar o automóvel.

A Itaipu está desenvolvendo um projeto piloto onde cocô e titica são jogados em um “tancão” chamado Biodigestor que produz um gás que pode ser utilizado de duas formas. Na primeira ele aciona um gerador de energia elétrica que carrega a bateria do carro elétrico. Na segunda, ele é filtrado e então transformado em biometano, de propriedades e características semelhantes ao do GNV (gás natural veicular) que já existe nos postos de abastecimento. Além do mais, essa operação é ecológica (ou escatológica…), pois os resíduos do cocô e da titica podem ser processados e transformados em fertilizantes para lavoura. E o custo do quilômetro rodado do automóvel abastecido com biometano é muito competitivo: bem menor que o custo do quilometro com GNV, que por sua vez custa a metade (ou menos) que o etanol ou gasolina.

Por outro lado, animais e carros nem sempre combinam…

Cachorro pode ser o melhor amigo do homem, mas não do automóvel. De repente você para com o pneu furado, vai trocar a roda e não consegue retirá-la de jeito nenhum. Parafusos ou porcas todos devidamente retirados, mas a roda continua firme no lugar, parece que passaram cola. Sabe por quê? Provavelmente foi o melhor amigo do homem que confundiu roda com poste e fez xixi nela. Como a urina é ácida, provoca oxidação que gruda a roda em seu suporte. E exige um grande esforço para sacá-la.

Tem também o carro que dá uma pane elétrica e ninguém sabe o que aconteceu. Até se descobrir que ratos adoram o plástico que envolve os fios. E roeram vários deles. Mas, não ponha gatos para espantar os ratos, pois estes felinos adoram o capô quentinho quando você chega em casa e “vupt” pra cima dele, para aproveitar o calor e também riscar a pintura com as unhas de suas graciosas patinhas.

Finalmente, passarinho que canta tão bonitinho, adora fazer um cocozinho em cima do automóvel. A acidez do cocozinho é suficiente para danificar a pintura: se não for logo removido e aplicado um polimento caprichado, pode se preparar para um estrago no carro e no saldo bancário.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

0 Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se identificar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Deixe um comentário