Eles pensaram nisso…

Por BORIS FELDMAN01/02/17 às 13h01

Um leitor ficou em dúvida se a bateria já combalida poderia atrapalhar o funcionamento do Start/Stop.

E eles pensaram nisso…

Todas as fábricas estão correndo atrás de redução de consumo: vale qualquer solução. Até porque, quando ele se reduz, caem também as emissões de gases no escapamento. E não se trabalha apenas no motor, mas em todos os itens do automóvel que possam interferir em sua eficiência. Melhorar a aerodinâmica ou torná-lo mais leve, por exemplo.

Uma das soluções que vieram junto com a eletrônica foi o start/stop, um dispositivo já comentado nesta coluna e responsável por desligar (e ligar) o motor automaticamente quando o carro para. Dizem os fabricantes que, no trânsito urbano, a redução do consumo é de cerca de 15%, por isso ele é oferecido em muitos modelos mais modernos, sejam eles compactos, médios ou grandes e luxuosos.

Dúvida apresentada por um leitor da coluna: o start/stop faz o motor de arranque funcionar toda hora, as vezes – em função do congestionamento – várias vezes por minuto. Ele pergunta então o que acontece se a bateria estiver fraca, já pela tábua da beirada? É só o start/stop funcionar meia dúzia de vezes que ela pifa de vez…

Nada disso. As fábricas pensaram nesta hipótese e dotaram o sistema de sensores que percebem se a bateria está fraca, com pouca carga. Neste caso, o dispositivo não funciona. Além disso, a bateria de automóveis com este sistema liga/desliga é especial, reforçada, para evitar que se descarregue com facilidade. Outros componentes como alternador e motor de arranque também são projetados para aguentar o tranco…

Além da bateria com pouca carga, outras situações também desativam o start/stop. Se o ar condicionado estiver ligado e subir muito a temperatura interna do carro, o motor é novamente ligado. Ao contrário, se uma porta estiver aberta, ele não é acionado enquanto ela não fechar.

Ou seja, o start/stop é um sistema inteligente, dotado de um pequeno computador que analisa as situações possíveis e interfere para evitar qualquer problema.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

2 Comentários

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  • Tiago Mafra 1 de março de 2018

    Novidade sempre causa certa desconfiança. Mas, fico pensando, Boris, se a parte mecânica não está sendo sobrecarregada também. Como o sistema é ativado pela pressão no freio, o carro automático, em trânsito urbano, desliga o motor e, quando liga novamente, já sai arrancando, porque dá partida em um carro engrenado. Claro que o sistema de transmissão também é inteligente, mas, no meu caso (Suzuki Vitara 2017) sempre sinto um (bem) pequeno tranco no motor. Devo me preocupar?

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