Elétrico: autonomia põe fim ao pavor do motorista

Por BORIS FELDMAN14/08/16 às 17h10

Durante anos se falava que carro elétrico era uma tendência. Mas, as últimas novidades exibidas pelas fábricas nos diversos salões demonstram o contrário: é uma realidade!

No último salão do automóvel em Paris, por exemplo, o estande da Volkswagen foi significativo: a poderosa empresa alemã não exibiu nenhuma novidade e sua grande atração foi o carro conceito “I.D.”. É o primeiro automóvel do grupo projetado desde o primeiro papel em branco (ou seria tela?…) como carro elétrico. Nada de porta-malas adaptado para receber baterias, pois elas estão alojadas sob o assoalho, na espinha dorsal do carro.

Com as baterias assim posicionadas e o motor elétrico ocupando menos espaço que o convencional (a combustão), o “ID” tem comprimento de Golf mas oferece mesmas medidas internas (e de porta-malas) que um Passat. Sistemas computadorizados conectados às baterias reduzem a um mínimo o consumo de carga e o carro tem uma surpreendente autonomia de 600 km. Um recorde entre os elétricos, mas que só iniciará a ser comercializado em 2020. Claro que outras fábricas vão acompanhar esta novidade tecnológica e brevemente irão oferecer modelos com mesma autonomia. Ou maior.

Rodar 600 km com o carro elétrico elimina, na prática, este aspecto negativo do carro elétrico: a baixa autonomia que provoca um verdadeiro pavor do motorista de ficar sem carga e a pé no meio do caminho, sem possibilidade de recarga.

Se a Volkswagen anuncia a possibilidade de rodar 600 km sem recarga dentro de quatro anos, a Renault anuncia uma nova versão do seu elétrico Zoé (já comercializado) com autonomia ampliada de 160km para 400 km. Nada de carro conceito: ele existe hoje à venda nas concessionárias da marca francesa na Europa. Até mesmo outros carros conceito e esportivos de alto desempenho estão sendo anunciados com tração apenas elétrica. E alguns países já cogitam de, dentro de 15 ou 20 anos, proibir a venda de automóveis com motores a combustão…


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