Faixa vermelha do conta-giros pode te quebrar

Por BORIS FELDMAN14/05/18 às 17h30

Quase todos os automóveis têm dois grandes relógios no painel: o velocímetro e, dentro dele, o hodômetro, que indica a quilometragem rodada. O outro é o conta-giros, que indica a rotação do motor.

Alguns motoristas se preocupam com a posição do ponteiro do conta-giros e procuram acelerar o carro mantendo sempre o giro ideal para se ter melhor desempenho. Esta faixa de rotações é indicada na ficha técnica do manual, como a de torque máximo. Mas, a grande maioria não dá a menor pelota. Aliás, mal sabem para que serve o tal relógio ao lado do velocímetro.

Faixa vermelha do conta-giros pode te quebrar

Na verdade, com a eletrônica cuidando do automóvel, este indicador perdeu parte de sua função. Pois, no passado, sem a central computadorizada, se o motorista apertasse o pé no acelerador, o motor subia de rotação sem limites e o ponteiro podia entrar na faixa vermelha de rotações. Neste caso, seria certa uma tragédia mecânica no motor e no saldo bancário do motorista.

Atualmente, a eletrônica cuida de proteger o motor e não permite o excesso de rotações. Quando o ponteiro chega próximo da faixa vermelha, o fornecimento de combustível é reduzido e o giro não aumenta, mesmo se o acelerador estiver pisado no fundo. O motorista percebe que tem alguma coisa errada e aciona a alavanca para a marcha seguinte. Isso no carro com câmbio manual. No automático, a eletrônica se encarrega disso.

Na redução de marchas, a conversa é outra. O carro com câmbio automático é programado eletronicamente para impedir o motorista de reduzir a marcha para uma mais forte que possa subir muito o giro, evitando a quebra do motor. Se está de quarta e o motorista engata uma segunda, a marcha não entra, pois a rotação subiria muito.

Já no carro com câmbio manual, o motorista deve tomar cuidado: se estiver de quarta e jogar uma segunda numa velocidade muito elevada, a rotação sobe exageradamente e o motor vai para o espaço.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

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