Goldfinger, não é James Bond, é dedinho de ouro do frentista

Cuidado com os "especialistas" de alguns postos de gasolina que indicam a troca do óleo do motor apenas com uma análise superficial

Por BORIS FELDMAN18/06/18 às 19h30

Naquelas paradas para abastecer,  não é raro algum frentista pedir para abrir o capô para que ele verifique o nível do óleo, a água do radiador, entre outras coisas. Mas, o problema é que alguns, não todos, resolvem fazer um diagnóstico dramático usando apenas com as pontas dos dedos.

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Têm os frentistas de alguns postos, chamados de Goldfinger, mas não tem nada a ver com aquele famoso personagem do James Bond.O Goldfinger, ou dedo de ouro, é porque eles se consideram capazes, por exemplo, de medir a viscosidade do óleo do motor colocando uma gota entre os dois dedos e tentam provar para o dono do carro que: “olha doutor como a viscosidade já acabou,você tem que trocar o óleo” e, outros que mostram óleo na ponta da vareta ou na ponta do dedo e dizem: “madame o seu óleo está muito escuro, já passou da hora detrocá-lo, cuidado com seu motor.” Tudo conversa pra boi dormir! Ninguém é capaz de medir viscosidade do óleo entre os dedos, e o óleo ficar escuro é absolutamente normal. Óleo do motor só necessita ser substituído quando vence a quilometragem ou o prazo determinado pela fábrica, no manual do proprietário.

frentista

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

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