O risco oculto do freio elétrico

Por BORIS FELDMAN18/12/16 às 17h03

Algumas novidades eletrônicas deixam os motoristas preocupados, pois ninguém ignora que o avanço tecnológico contribui de um lado, mas quase sempre traz um probleminha do outro.

Uma destas novidades recentes é o freio de estacionamento, que sempre foi acionado pelo motorista por uma alavanca manual ou pedal. Mas, alguns automóveis mais modernos oferecem o freio elétrico, acionado de duas maneiras. Ele trava o carro automaticamente quando o motorista desliga o motor. E o destrava quando se liga novamente o carro. Mas tem sempre, também, o comando manual, que permite ser acionado pelo motorista.

Alguns motoristas receiam deixar o carro estacionado com o freio elétrico acionado numa descida ou subida íngreme, ocorrer de a bateria se descarregar por qualquer motivo (faróis ligados, por exemplo) e o freio destravar o carro por falta de corrente elétrica.

Entretanto, é exatamente o contrário do que se imagina: o carro jamais desceria morro abaixo por ter ficado sem bateria, mas o motorista teria problemas para destravá-lo e não conseguiria sair do lugar. Ou seja, se o freio estiver acionado, só é possível soltá-lo com corrente elétrica disponível. Se a bateria pifa, o motorista não movimenta o carro pois o freio elétrico só destrava o carro com a troca da bateria por outra carregada ou com auxílio externo de uma outra, para carregar a do carro (a famosa “chupeta”).

Outro problema do freio elétrico é que, ao contrário do acionamento por alavanca ou pedal, ele não pode ser usado como “quebra-galho” no caso de pane no sistema de freios. Pode não ser muito eficiente, mas sempre dá para acionar o freio de estacionamento no caso de falha do sistema principal. Entretanto, o elétrico só opera com o automóvel em velocidades baixas, até 5 ou 7 km por hora. O que impede que seja usado emergencialmente.

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