Perigo no porta-malas

Por BORIS FELDMAN04/12/16 às 16h54

O automóvel do tipo sedã, ou três volumes, tem o porta-malas destacado na traseira. Com uma tampa própria, o espaço destinado à bagagem é independente do habitáculo de passageiros. Já o carro do tipo hatch ou perua (“station-wagon”) tem o porta-malas agregado à cabine, atrás do banco traseiro. Sua tampa fica na vertical e facilita o acesso à bagagem.

Vantagens e desvantagens? O sedã tem a bagagem mais protegida e invisível do exterior do automóvel. O hatch pode ter seu volume ampliado com o rebatimento do banco traseiro, mas a bagagem, em geral, é visível do lado de fora do carro. Embora alguns sedãs ofereçam também a possibilidade de rebater o encosto do banco traseiro, também em duas partes. Baixando apenas uma é possível ainda se acomodarem um ou dois passageiros.

Mas existe um perigo ao transportar bagagem no hatch ou na perua. É a possibilidade de se colocar malas e pacotes acima do nível do encosto do banco traseiro. Ou seja, é possível carregar o porta-malas até o teto do automóvel. Basta retirar a “tampa”, chamado bagagito, que cobre o espaço.

Esta prática é extremamente perigosa pois, numa freada de emergência ou num impacto frontal, esta parte da bagagem será projetada perigosamente para frente. Voa como um míssil e atinge motorista e passageiros. Sempre se lembrando de que, o peso de um pacote se multiplica várias vezes quando é atirado dentro de um carro que vinha a uma determinada velocidade e estancou subitamente. Um peso de 10 kg pode ultrapassar 200 kg nestas condições. Até no caso dos sedãs, há quem coloque objetos pesados na superfície horizontal entre o banco e o vidro traseiro, que oferece o mesmo risco.

É por isso que algumas destas peruas (ou hatches) são equipadas com uma rede vertical colocada sobre o encosto do banco traseiro e chegando ao teto do carro: para evitar o arremesso de qualquer objeto do porta-malas.

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