Prós e contras do gás veicular

O GNV é uma escolha boa para alguns motoristas, mas não para outros

Por BORIS FELDMAN20/04/18 às 17h57

Conheça os prós e contras do gás veicular.

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Quando a senhora ex-presidente da república ainda estava em campanha eleitoral (2014), segurou artificialmente o preço da gasolina (e, em consequência, também o do etanol), uma das mentiras que usou para conquistar seu eleitorado. Mas, mentira tem perna curta e os preços da gasolina e etanol logo dispararam e a verdade está aí hoje nos postos. Mesmo com o preço internacional do petróleo tendo despencado para menos da metade, nossa gasolina – uma das mais baratas no passado – é hoje uma das mais caras do mundo.

Como consequência, número cada vez maior de motoristas migra para o gás natural veicular, o GNV. Hoje, em termos financeiros, o custo do quilômetro rodado com o gás chega a custar metade do etanol ou da gasolina. Entretanto, ele exige um investimento inicial de cerca de três ou quatro mil reais no equipamento. Não se trata, como dizem, de uma “conversão” para o gás, pois o motor continua operando também com etanol ou gasolina.

Entretanto, o gás só é viável economicamente para o automóvel que roda elevada quilometragem mensal. Na prática, só para quem usa o carro profissionalmente como, por exemplo, os táxis que rodam mais de cinco mil quilômetros por mês ou vendedores que circulam constantemente pelas estradas. Neste caso, o retorno do investimento se dá em menos de doze meses.

Vantagens e desvantagens: se o custo menor por quilômetro rodado é uma vantagem inegável, existem também alguns contras do gás veicular. Em primeiro lugar, o motor perde um pouco de potência. Em segundo, perde-se parte da capacidade do porta-malas para instalar o cilindro de gás. Em compensação, o GNV é insuperável num item: ao contrário dos outros combustíveis, é praticamente impossível adulterá-lo, pois ele é estocado em tanques de altíssima pressão e de custo elevado. Até hoje, apesar de estar no mercado há muitos anos, nunca se teve notícia de adulteração do gás.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

8 Comentários

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  • César 22 de junho de 2018

    Boa tarde
    Aqui no Rio grande do norte, e o fim do mundo o gás natural e 3,29, isso é um absurdo.

  • Rodmar 21 de junho de 2018

    Se o Brasil fosse o verdadeiro dono do petróleo. Teríamos gasolina a preço de GNV. Mas temos de agradar ao MALDITOS POLÍTICOS e aos MALDITOS INVESTIDORES do SISTEMA FINANCEIRO. Temos tudo e não SOMOS dono de nada . LADRÕES VAGABUNDOS CANALHAS nos GOVERNAM.

    • Helder 22 de junho de 2018

      Obrigado, um.comentario sensato, esse site fala como se a cagada fosse a última presidente segurar os preços, e não dá atual gestão que exporta petróleo bruto e importa refinado. Site manipulador, distorce a informação

    • Biralucas 4 de agosto de 2018

      Falou pouco mas falou tudo so queria ver todos esses políticos na cafeia

  • ademilson vieira 22 de abril de 2018

    gnv,é ótima opção para diminuir custos com combustível,mas não sei porque,é muito pouco divulgado suas qualidades e forma de funcionamento,dando margem para somente às informações negativas chegarem ao possível consumidor.talvez se houvesse fiscalização mais acentuada contra oficinas que oferecem assistência sem o menor conhecimento técnico para oferecer serviço de qualidade e segurança,diminuiriam os incidentes e consequentemente aumentaria a confiança no produto. muitas oficinas deixam de lado a segurança e qualidade para dar prioridade ao lucro,que no caso do gnv pode provocar incidentes muito graves.

  • Paidaluisa 22 de abril de 2018

    Muitos postos estão manipulando as bombas adulterando para mais a marcação do que realmente é colocado no seu carro. Infelizmente brasileiro inventam de tudo pra levar vantagem. As autoridades sabem disto é nada fazem, assim como também com gasolina e etanol. Nestes além de fazerem uma mistura prejudicial.oara o motir, ainda adulterando a marcação.
    Precisaríamos de órgãos de fiscalização sérios,. Mas, aqui por enquanto ainda não temos. Todo mundo sabe que a gasolina é adulterada, mas, as providências não são tomadas. Ou….. Sabemos como funcionam as coisas por aqui…..

  • Tavares 22 de abril de 2018

    Detalhe muito importante que não foi mencionado na reportagem , fazer a instalação em oficinas credenciadas por órgão fiscalizador , aqui em SP imetro , não sei se é imetro para todo o país.

  • José Antônio De Melo 21 de abril de 2018

    Acho ótimo Auto Papo

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