Seguro popular é mais barato para carros velhos

A Lei do Desmanche permitiu o surgimento de categorida de seguro mais barata, para veículos com mais de 10 anos

Por BORIS FELDMAN12/04/18 às 18h23

No Brasil o seguro do automóvel é caro. Por quê pouca gente faz, ou pouca gente faz porque é caro? Enquanto essa equação não é destrinchada, as seguradoras vão fazendo o que podem para aumentar o volume de sua carteira de automóveis.  Uma nova ideia é o “seguro popular”, um novo conceito específico para as apólices dos carros velhos, com mais de dez anos de fabricação.

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Atualmente, quando esse tipo de carro consegue um seguro, seus donos pagam mais caro, pois as peças de reposição são relativamente mais caras que as de um carro novo. Um Gol 2003 pode valer a metade de um zero quilômetro, mas, em geral, o preço de seu parabrisa é o mesmo.

A ideia do seguro popular para carros velhos tornou-se possível depois da nova “Lei do Desmanche”, que estabeleceu padrões e critérios para a operação de um ferro-velho. Todo seu estoque é rastreado, tornando possível evitar as peças de procedência duvidosa. Foi uma legislação que reduziu as possibilidades de se desmanchar um carro roubado e ter seus componentes “devolvidos” ao mercado pelas lojas de peças usadas.

A diferença é que, com o seguro tradicional, todos os componentes utilizados no reparo do automóvel devem ser originais de fábrica. No seguro popular, as oficinas estão autorizadas a utilizar peças usadas respeitando certos critérios: nenhum componente mecânico relacionado com a segurança veicular como o sistema de freios, direção, suspensão ou transmissão. Nenhum problema, entretanto, em usar uma maçaneta ou friso fornecido por um ferro-velho. Outra possibilidade é a utilização de componentes não originais, ou seja, fabricados por outros fornecedores desde que tenham qualidade assegurada.

As seguradoras calculam que o custo destes reparos será sensivelmente reduzido, o que significa também um custo menor da apólice. Ainda não se definiu o percentual , mas estima-se em cerca de 30%. Os donos de carros velhos interessados em proteger seu patrimônio devem consultar as seguradoras pois o seguro popular está em fase de implantação.

Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

Boris Feldman

1 Comentário

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  • Pedro Paulo 19 de abril de 2018

    Muito boa a reportagem, eu procurei pela internet e encontrei no site *

    EDITADO

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