De carona com os Beatles

Aproveitamos que Paul McCartney está em turnê pelo Brasil para discorrer sobre a relação dos Beatles com os automóveis. Vai do iê-iê-iê até a mais profunda psicodelia, com toques de velocidade

Por Daniel Camargos17/10/17 às 08h20

O beatle Paul McCartney já passou com a turnê One on One por Porto Alegre e São Paulo. Nesta terça (17), se apresenta em Belo Horizonte e fecha o giro pelo Brasil com o show de Salvador no dia 20. E o AutoPapo com isso? Bem, é uma ótima oportunidade de escrever sobre a relação entre os automóveis e maior banda de todos os tempos (vocês podem até questionar nossas avaliações de carros, como a do Kwid, Argo ou Compass, mas em relação aos Beatles não aceitamos discussão 🙂 )

Austin Princess

os carros dos beatles

No auge da beatlemania, quando as fãs gritavam histericamente e tentavam tocar nos garotos de Liverpool, a banda precisava de um carro de fuga, que permitisse escapar das groupies com agilidade. Eles testaram várias limousines, mas o escolhido foi um Austin Princess. O motivo: as portas se abriam totalmente e permitiam que os quatro mergulhassem no veículo para escapar das fãs ensandecidas.

Rolls-Royce Phantom V

os carros dos beatles

Passada a fase do iê-iê-iê, os beatles entraram na era psicodélica. John Lennon decide então comprar um Rolls-Royce Phantom V, que pelo estilo pouco usual para os sóbrios padrões britânicos passou a ser chamado de carro cigano. O Phantom tinha acabamento negro brilhante e carroceria pintada com motivos psicodélicos fluorescentes. No ótimo livro “The Beatles. A biografia” (Editora Larousse), de Bob Spitz, há a descrição de uma viagem, em todos os sentidos, de John, George e Ringo, acompanhados das esposas, de Londres até Sussex, com LSD exalando pelos poros.

Magical Mistery Tour

os carros dos beatles

Ainda viajando pelas ondas lisérgicas vale uma carona no Magical Mistery Tour, o ônibus que deu nome ao disco da banda lançado em 1967. A ideia foi de Paul, depois de conhecer a história de Ken Kesey, um hippie-beatnik-freak, que pintou um ônibus escolar com borrões de tinta, chamou uma turma de doidões e rodou os EUA e distribuiu LSD para as massas. A história de Kesey foi reportada por Tom Wolfe no livro “O teste do ácido do refresco elétrico” (tradução para The Electric Kool-Aid Acid Test).

O Fusca de Abbey Road

os carros dos beatles

Nessa memória automotiva sobre os Beatles não poderia faltar o simpático Fusca que fez papel de figurante na capa do disco Abbey Road (1969). O biógrafo Bob Spitz explica, no livro, que a ideia era fazer uma foto rápida, mas havia alguns obstáculos. “O mais notável era um Volkswagen –um Beetle (como é chamado o Fusca na Inglaterra) por incrível que pareça – estacionado no meio-fio, bem no enquadramento da foto, que havia sido deixado ali por alguém que estava a passeio. Um policial tentou retirar, mas não conseguiu. O Fusca ficou na foto, com mais três pessoas que estavam passando na hora”.

O beatle veloz

os carros dos beatles

Quem faz a turnê pelo Brasil é Paul, mas ao escrever sobre carros e Beatles é impossível não citar George, um fã dos esportes a motor. George foi o primeiro beatle a vir ao Brasil. Foi no Grande Prêmio de Fórmula 1, em 1979, vencido pelo francês Jacques Laffite. Ainda em 1979, George gravou o compacto Faster. A capa mostra o guitarrista caminhando com o tricampeão mundial Jackie Stewart. Já o vinil, é peça de colecionador, tanto para fãs do músico quanto para os que curtem corridas.

No lado A, com a música Faster, há um círculo formado por 10 pilotos, com duas bandeiras quadriculadas ao centro. Os pilotos são: Stirling Moss, Juan Manuel Fangio, Jackie Stewart, Niki Lauda, Jochen Rindt, Jim Clark, Graham Hill, Jody Scheckter e o brasileiro Emerson Fittipaldi, que se tornou amigo do beatle. No lado B do compacto, há uma foto do carro do piloto sueco Gunnar Nilsson, que morrera um ano antes, vítima de câncer. A mesma doença que matou George.

Bônus track

A playlist com o repertório do Paul na turnê brasileira

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