Ela não morreu! BMW de Elvis Presley “volta à vida”

507 passou por dois anos de restauração e tem uma história incrível

Por AutoPapo06/08/16 às 17h29

O Concurso de Elegância de Pebble Beach oferece uma experiência visual incrível aos visitantes que anualmente se deslocam para a Califórnia. Este ano, ele também receberá um toque de rock’n’roll, com apresentação de veículo que pertenceu ao rei Elvis Presley. O BMW 507 do cantor passou por um processo de restauração que durou dois anos e traz uma história incrível nas costas.

O automóvel em questão saiu da fábrica em 1957, parte de uma reduzida família de 254 unidades, e logo iniciou sua jornada de aventuras. Antes de chegar a Elvis, o 507 venceu corridas nas mãos do piloto Hans Stuck, passou por vários salões de automóveis em diversos países, foi apresentado para o rei da Bélgica, e até apareceu em um filme.

Ainda com a tenra idade de um aninho, ele chegou a uma revenda na Alemanha, onde o então soldado, mas já famoso rockstar, o encontrou e decidiu ficar com ele. O roadster logo recebeu uma nova pintura em vermelho sobre o branco Feather White original, para “evitar os recados e beijos em batom que eram deixados pelas fãs do rei”, segundo a BMW.

(BMW/Divulgação)

Quando voltou aos Estados Unidos, em 1960, Elvis abriu mão do 507, que então desapareceu da história e deu muito trabalho até ser reencontrado. Apenas em 2006 as informações sobre seu paradeiro puderam ser compiladas e o clássico foi localizado em um armazém para abóboras graças a um artigo publicado pela jornalista Jackie Jouret, na revista Bimmer.

O engenheiro espacial Jack Castor havia adquirido o veículo em 1968 e, ao ler o artigo, entrou em contato com a repórter. No entanto, ele ainda não tinha certeza de que aquele carrinho acabado, para o qual ele planejava uma restauração, havia pertencido a Elvis Presley. Ao chegar ao armazém onde Castor o mantinha, junto a outros carros antigos, Jouret pôde finalmente identificar o número de chassi que comprovava a história.

O roadster já havia passado por dois outros donos antes do engenheiro e já havia perdido motor e caixa de câmbio originais. Também faltavam os instrumentos do painel e o veículo se encontrava em um estado geral bastante decadente. Ainda assim, o grupo BMW Classic o levou de volta para a Alemanha em 2014, onde foi exposto no Museu da fabricante.

(BMW/Divulgação)

Depois de receber diversos visitantes curiosos, o 507 foi levado para o longo processo de restauração que só terminaria dois anos depois. De acordo com a própria montadora, ele foi completamente desmontado e recebeu banhos em ácido para remoção da pintura e ferrugem. Também ganhou um motor novo, remontado a partir de peças sobressalentes originais, além de maçanetas produzidas em impressoras 3D.

O objetivo era recuperar o estado no qual o clássico havia deixado a fábrica, ainda em 1957, utilizando o máximo de partes originais e os processos de manufatura comuns àquela época. Dessa forma foi feita a pintura da carroceria, abrindo mão da tecnologia moderna. Os bancos em couro foram costurados de forma a ficarem idênticos aos das fotografias dos arquivos da montadora, e até mesmo a vedação da tampa do tanque de combustível foi reproduzida com fidelidade.

O resultado, como era de se esperar, é impressionante. E agora, os sortudos que comparecerem ao Concurso de Elegância de Pebble Beach, no próximo domingo (21), poderão conferir a façanha pessoalmente. Além de ter sido o carro do rei do rock’n’roll, um livro de história ambulante, um modelo raríssimo e – vamos concordar? – estiloso “pra caramba”, o 507 também é uma obra de arte da restauração automotiva.


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