Fiat 500 Abarth

Escorpião cheio de veneno

Por Sérgio Melo03/04/16 às 17h49

O Fiat 500 Abarth é pura diversão e prazer. Ao abrir o semáforo parece que os outros motoristas se esquecem de arrancar e você fica lá, todo prosa. Já na estrada chega a ser perigoso, inspirando confiança em demasia nas ultrapassagens. Muito estável, quase não se inclina nas curvas e os pneus parecem colados no chão.

Fiat 500 Abarth
(Fiat/Divulgação)

Tortura

Tanta estabilidade não seria de graça. O 500 Abarth pula feito um cabrito. Por isso, caso tenha problemas nos rins peça autorização ao médico antes de guiar o compacto. Pequenino, com assento envolvente e comandos nas mãos, o modelo te dá a sensação de que você está pilotando um kart. Há bastante espaço para o carona, mas na traseira complica. Os joelhos ficam espremidos e a cabeça coladinha no teto. Atrás, no máximo duas crianças, já que ele comporta apenas quatro passageiros.

Estilo

Os adereços esportivos, suspensão rebaixada, rodas grandes e descarga dupla mandam super bem. A traseira não é lá essas coisas, mesmo mantendo o estilo retrô o desenho poderia ser revisto. Na dianteira, o “puxadinho” que fizeram no para-choques para caber o motor não ficou legal. Deveriam ter adequado também o capô e os paralamas.

Por dentro

Com a desculpa de que um esportivo deve ser limpo e sem frescuras, o interior tem plástico demais. Os bancos dianteiros, com regulagem de altura, ficam devendo ajuste milimétrico do encosto. Comandos à mão, inclusive os das janelas dianteiras no console central – que ficam mais na linha de visão do motorista que na porta. Instrumentos completos, com boa visualização (exceto o medidor da pressão do turbo).

Mimos

Som HiFi com seis alto-falantes, subwoofer, handsfree, assistente para não voltar nas arrancadas, teto solar, piloto automático, computador de bordo e ar condicionado digital, entre outros. Há também um mostrador que informa o desempenho do motorista.

Motor

Andando tranqüilo ele é suave e nem parece venenoso como o “escorpião” que representa a marca Abarth. Só com o botão “Sport” acionado e pisando fundo é que o 1.4 turbo de 16 válvulas, à gasolina, com 167 cavalos, acorda. Mas o ferrão da fera está mesmo é na força. São 23kgfm de torque já a 2.500 rpm – mais que o dobro do normal para veículos pequenos.

Consumo

Econômico, fez 8,4 km/l em percurso misto.

Transmissão

Cinco marchas adequadas ao motor. Engates suaves e precisos e alavanca bem posicionada, mas curso longo.

Suspensão e freios

O desempenho de ambos os sistemas é genuinamente esportivo e adequado para alto desempenho. Freios a disco nas quatro rodas.

Segurança

Cintos dianteiros com pré-tensionadores para firmar o corpo em acidentes e limitadores de carga para evitar lesões. Sete airbags: dois frontais, dois laterais inferiores, dois laterais na altura dos vidros e um para o joelho do motorista. O 500 Abarth conta com controles eletrônicos de frenagem, tração e estabilidade. Esse último pode ser desligado para quem gosta de maior controle sobre a máquina.

Porta-malas

Minúsculo, com 185 litros de capacidade de carga. Com o encosto rebatido salta para 550 litros.

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