Importados: fim da sobretaxa promete melhorar mercado

Acréscimo de 30 pontos no IPI dos modelos trazidos de fora não foi renovado; Importadores esperam 35% de crescimento

Por AutoPapo06/01/18 às 15h32

Chegou ao fim, em 31 de dezembro de 2017, o programa Inovar-Auto, que durou cinco anos e previa 30 pontos percentuais extra de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros que não fossem produzidos no Brasil ou no Mercosul. Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) declarou que espera um crescimento de 35% nas vendas de 2018.

Com os antigos parâmetros, IPI de 7% a 25%, e sem a aprovação de novas políticas, como a Rota 2030, importadores ficam otimistas. A Kia e JAC, por exemplo, já se preparam para importar novos modelos. José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, afirmou, em entrevista, que a maior concentração de carros estrangeiros será na faixa de R$ 80 mil a 100 mil, porque há pouco espaço para os modelos mais baratos.

Mudança em números:

Antes do projeto Inovar-Auto vigorar, em 2012, as vendas de carros importados chegaram a 130 mil e 800 unidades. Em 2017, apenas 29 mil e 700 modelos de fora foram comercializados. Mas é preciso analisar os dados com certa cautela. Isso porque o cenário econômico brasileiro mudou muito nos últimos anos. As altas taxas de desemprego e o aumento do dólar certamente vão interferir no número de automóveis a serem vendidos em 2018.

Prelo de importados não deve cair com o fim da sobretaxa

O que isso muda para quem tem carros nacionais? A maior concorrência ajuda na regulação dos valores do mercado, evitando aumentos exorbitantes. Além disso, a presença dos importados obriga as montadoras nacionais a investir m tecnologia.

Preços dos importados não devem ficar mais baixos

Entenda o Inovar-Auto

O Inovar-Auto foi um plano de incentivos criado pelo governo federal que tinha como metas principais estimular a competitividade das fábricas de automóveis no Brasil, aumentar a eficiência e segurança de seus modelos e desenvolver a cadeia de fornecedores, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento local.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) se mostrou contrária ao programa por acreditar que ele ia contra as leis de livre comércio.

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4 Comentários

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  • Sérgio Expyaum 7 de Janeiro de 2018

    Meu Azera zeradinho mais próximo…. Quem sabe..

  • Paulo 6 de Janeiro de 2018

    Com o fim do Inovar-auto as empresas que se instalaram aqui devido ao incentivo irão começar a fechar as fábricas, cito como exemplo a Mercedes. Assim estaremos criando e ajudando a manter os empregos dos outros países.

    • Marcis 7 de Janeiro de 2018

      Voce é doente

    • Marco Aurélio Pacheco 7 de Janeiro de 2018

      Empregos no Brasil? Quantos? A Mercedes não emprega mais de 250.

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