Mustang de cara nova

Por AutoPapo 20/01/17 às 13h02

A Ford revelou no último dia 17 a nova reestilização do Mustang. Três anos depois de sua “transformação” em veículo global, o tradicionalíssimo pony car teve seu motor V8 retrabalhado, abandonou o V6, adotou propulsor EcoBoost 2.3 revisado e transmissão automática de 10 velocidades. O pony car reestilizado chega ao mercado norte-americano em setembro e deve dar o ar da graça no Brasil em 2018 – pelo menos é o que todos esperam.

Com relação ao visual, a fabricante tentou limar as polêmicas que envolveram a versão prévia, taxada nos Estados Unidos de “Fusion cupê”. No entanto, muitos também torceram o nariz para as alterações realizadas no modelo 2018. O facelift traz um Mustang, digamos, um pouco triste, deprimido.

A dianteira não tem o ar carrancudo usual. Os faróis postados – numa linguagem cinematográfica – em plongée não denotam imponência, mas sim inferioridade e melancolia. Ambos convergem para a grade redesenhada, que em nada ajuda na composição de um visual agressivo, digno de um pony car da estirpe do Mustang. Não fossem estas alterações, o capô, mais baixo, funcionaria em termos de design. Contudo, só ajuda o possante a ficar mais tristonho.

Concorrência de carros no Instagram: Ford Mustang ganhou do Chevrolet Camaro. (Ford | Divulgação)

E OS PRÓS?

Mas espere! Nem tudo são espinhos no Mustang 2018. Temos flores, muitas flores. As alterações fizeram com que o coeficiente de arrasto fosse reduzido, o que, por conseguinte, otimiza a performance aerodinâmica do modelo. De acordo com a montadora, o pony car também está mais equilibrado e apresentará melhor desempenho nas curvas e em altas velocidades – muito por conta da suspensão MagneRide.

Em termos visuais, a traseira pode não ter passado por tantas alterações, mas ficou mais robusta, digna de um Mustang. Destaque para as lanternas, mais estilizadas depois do facelift. No interior, o acabamento parece ter melhorado. O volante revestido em couro conta com opção de aquecimento e os bancos receberam novos revestimentos.

O painel de instrumentos digital pode ser personalizado e o motorista tem a possibilidade de registrar suas configurações preferidas de direção e suspensão, por exemplo. A versão GT do “Mustangão” dá ao condutor a possibilidade de “afinar” o motor ao seu gosto, graças ao sistema de válvula ativa de escape – que faz com que a potência sonora seja modificada.

Por falar em motor, o propulsor EcoBoost terá um ganho de torque significativo, pelo menos em alguns momentos – cortesia da função overboost. Já o V8 teve a taxa de compressão aumentada e trabalhará em rotações mais altas. Segundo a montadora, haverá considerável ganho de potência. O Mustang equipado com o EcoBoost tem ponteira dupla de escape, enquanto o V8 conta com quatro saídas.

SEGURANÇA

O Mustang 2018 passou por melhorias na rigidez lateral e ganhou novas barras estabilizadoras. Além disso, o condutor conta com alerta prévio de colisão (com detecção de pedestres), frenagem de emergência, aviso de distância segura entre veículos e de manutenção dentro da faixa. Para completar, por meio do sistema de infotenimento SYNC 3, o motorista é capaz de dar a partida no veículo e até mesmo localizá-lo de maneira remota (o que é ótimo para os que sempre esquecem em qual vaga estacionaram o carango).

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