Novo Ecosport parte de R$ 74 mil

Dirigimos a versão com o novo motor 1.5 de três cilindros e câmbio automático de seis velocidades. As vendas começam a partir da segunda quinzena de agosto

Por Daniel Camargos25/07/17 às 08h14

A Ford, finalmente, revela os preços e a data que o novo EcoSport chegará ao mercado. O SUV vem sendo descortinado a conta-gotas desde o ano passado, quando surgiu no Salão do Automóvel de Los Angeles. Rodou o mundo, passando pelas mostras de Xangai e Buenos Aires, e hoje, em Cabo de Santo Agostinho (PE) encerrou os mistérios.

A versão de entrada, equipada com o novo motor 1.5, parte de R$ 73.990 e a mais completa, a Titanium, com motor 2.0, é vendida a partir de R$ 93.990. O novo EcoSport chega às revendas na segunda quinzena de agosto.

A Ford aposta no preço e no apelo sentimental do modelo para tentar retomar a liderança perdida do segmento. A empresa foi pioneira, quando identificou há 14 anos, que o brasileiro iria se render aos utilitários esportivos compactos.

Ao contrário dos outros SUVs, o novo EcoSport insiste em manter o estepe pendurado na traseira. Mesmo que isso não faça nenhum sentido prático, além do gosto estético duvidoso. De acordo com os executivos da marca, a insistência pelo estepe exposto se deve à identidade do modelo.

“É um elemento muito forte. Testado e comprovado em pesquisas. Quando alguém desenha um carro e coloca um estepe na traseira as pessoas imaginam logo um EcoSport”, entende o gerente de design da Ford, Fábio Sandrin.

O estepe segue na traseira do novo EcoSport

Preços e principais itens de série do novo EcoSport

  • SE 1.5 manual – R$ 73.990
    Equipado de série com sete airbags, ar-condicionado, direção com assistência elétrica, controles de tração e estabilidade, central multimídia com tela de 6,5”, sensor de ré e rodas de 15”.
  • SE 1.5 automática – R$ 78.990
    Além dos equipamentos da versão anterior, tem câmbio automático de seis marchas e controle de velocidade de cruzeiro.
  • FreeStyle 1.5 manual – R$ 81.490
    Os mesmos equipamentos da SE, mas com uma central multimídia maior, com tela de 8”, computador de bordo, ar-condicionado digital, luzes de LED, rodas de 16” e bancos de couro.
  • FreeStyle 1.5 automática – R$ 86.490
    O mesmo conteúdo da anterior, mas com câmbio automático.
  • Titanium 2.0 – R$ 93.990
    As rodas são maiores, de 17”, tem sistema de monitoramento de ponto cego, teto solar, faróis de xenônio, sensores de luz e chuva, partida sem necessidade de chave e motor 2.0.
Interior do novo EcoSport
Acabamento interior da versão Tianium, a topo de linha, equipada com motor 2.0

O preço da versão de entrada do EcoSport é o mesmo do Hyundai Creta 1.6 manual. O veterano da Ford é mais barato que o Renault Captur 1.6 manual (R$ 78.900) e mais caro que o Nissan Kicks 1.6 manual (R$ 70.500). Durante a apresentação para a imprensa os executivos da Ford compararam as versões com os principais concorrentes e insistiram que o modelo é competitivo por ter vários itens de série, com destaque para os sete airbags.

O desenvolvimento do novo EcoSport foi liderado pela equipe brasileira da Ford. O modelo começa a ser produzido na planta de Camaçari, na Bahia, mas será fabricado em outras quatro unidades da Ford. Em Chongquin, na China, para atender o mercado do gigante asiático. Em Craiova, na Romênia, voltado para parte do mercado do europeu. A fábrica de Chelny, na Rússia, atenderá o país governado por Putin. Já a unidade de Chennai, na Índia, atenderá parte da Ásia e o mercado norte-americano, com destaque para Estados Unidos e Canadá.

Na estrada

O AutoPapo dirigiu a versão Freestyle com o motor 1.5 equipada com câmbio automático de seis velocidades. O trecho de 40 quilômetros entre Cabo de Santo Agostinho e Porto de Galinhas, no litoral pernambucano, não é rico em aclives e declives. Porém, foi possível perceber o desempenho correto do novo propulsor.

Com três cilindros, o motor faz sua estreia no SUV e rende 137,2 cv e tem torque de 16,1 kgfm, quando abastecido com etanol. Com gasolina os números são: 130cv e 15,6 kgfm. A Ford investiu pesado no acerto. O gerente de engenharia da Ford, Klaus Mello, destacou o uso de um eixo de balanceamento com mancais hidrodinâmicos, que funciona como uma espécie de contrapeso para reduzir as vibrações do motor e o atrito interno, que são inerentes a um propulsor com número ímpar de cilindros e com massa maior do que um motor 1.0 com três cilindros.

A solução com esse eixo contrarotante, aliada a outras de conforto acústico, deixa o SUV com bom isolamento e sensação de conforto no habitáculo. Apesar de ser perceptível o somo característico dos motores com três cilindros, no caso do novo EcoSport, não chega a incomodar. Curioso, porém, é notar que o diminuto tamanho do motor deixa um grande vão na dianteira do veículo.

O consumo recebeu nota A do programa de classificação do Inmetro. Na versão manual faz faz 8,3/11,6 km/l com etanol/gasolina na cidade e 9,0/13,1 km/l com etanol/gasolina na estrada. Na versão automática, roda 7,1/10,4 km/l com etanol/gasolina na cidade e 8,9/12,8 km/l com etanol/gasolina na estrada.

O casamento do motor com o câmbio é correto e há opção de trocas de marchas nas aletas atrás do volante. Como é praxe nos utilitários esportivos a preocupação com o equilíbrio do veículo é grande. Tanto que no passado, o EcoSport teve que ostentar um incômodo adesivo alertando para o risco de capotamento. Agora, o modelo vem equipado com sistema de anticapotamento, com dois sensores que interpretam a dinâmica do carro 100 vezes por segundo. Tem também controle de tração e estabilidade como item de série.

A suspensão dianteira é do tipo McPherson e ganhou 17mm a mais e, segundo a Ford, melhorou em 15% a absorção de impactos e reduziu as asperezas ao volante em 40%. A suspensão traseira é a twist-beam (viga de torção) tem eixo 15% mais rígido. Na prática, o acerto melhorou o conforto e o EcoSport absorve bem as imperfeições do solo.

Já havíamos dirigido o EcoSport que figura no topo da linha, a versão Titanium. Quer ler o que achamos? CLIQUE AQUI.

Versão Titanium pode ser equipada com teto solar

As principais mudanças estéticas foram na dianteira. Os faróis ficaram mais curtos e largos. A grade frontal foi elevada e recebeu filetes cromados Já na traseira, a mudança foi sutil, com para-choques maiores que o anterior.

O sistema multimídia SYNC 3 é motivo de orgulho para Ford, que se gaba da tela de 8” (6,5” nas versões mais simples). A tela parece um tablet pregado no painel do carro. Detalhe pequeno, mas fundamental: há duas entradas USB com amperagem maior e que são capazes de carregar os celulares (e outros equipamentos) mais rapidamente. O ar condicionado também é novo e, apesar de não ter opção de duas zonas, conta com sete velocidades.

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