Novos Mercedes AMG “híbridos” são apresentados em Detroit

Esportivos da marca alemã adotam motor de seis cilindros em linha equipados com um "turbo elétrico"

Por AutoPapo15/01/18 às 16h24

Os novos Mercedes AMG 53 despertam dois sentimentos opostos nos “puristas”: a satisfação do retorno dos motores de seis cilindros em linha e o susto pela adoção de um sistema híbrido. Esse novo motor irá equipar os novos modelos E – cupê e cabriolet – e CLS.

Mercedes AMG: motor de seis cilindros em linha e 'híbrido'
Mercedes AMG: motor de seis cilindros em linha e ‘híbrido’

Na verdade, não é um híbrido como um Toyota Prius, por exemplo, no qual o motor elétrico pode até impulsionar o carro sozinho. É mais um boost, que aumenta a potência por um breve período de tempo. Além disso, um compressor elétrico elimina o turbo lag (aquele tempinho que demora para a turbina “encher”).

O novo motor Mercedes AMG é um 3.0 de 441 cv de potência e 53 kgfm de torque. Adicionalmente, pode receber uma injeção de 21 cv e 25 kgfm de torque graças ao sistema batizado pela Mercedes de EQ Boost, um dispositivo que une o alternador e o motor de arranque em uma só peça. Ele fica montado entre o motor e a transmissão automática de nove velocidades. Segundo a marca, o CLS 53 acelera de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos e pode atingir até 270 km/h, quando equipado com o “Driver’s package”.

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Há outras vantagens com a adoção do EQ Boost. Montado entre o motor e a transmissão, ele dispensa o uso de correia para o alternador, reduzindo o espaço necessário para a instalação do seis-em-linha. Além disso, permite a utilização de uma fiação mais fina e leve, o que resulta em vantagens no consumo de combustível.

Quer saber como funciona um esportivo híbrido? Andamos no BMW i8.


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