Pesquisa indica erros que ainda colocam motoristas em risco

Estudo da Arteris analisou comportamento de condutores brasileiros na estrada

Por AutoPapo28/09/17 às 09h55

Uma pesquisa da administradora de rodovias Arteris evidenciou os erros que motoristas mais cometem ao volante, colocando a si e a outros em risco. Os resultados puderam ser comparados com os da França e Espanha. O Brasil teve pior índice de uso de cinto de segurança. O estudo observou 82 mil veículos na Autopista Régis Bittencourt, rodovia federal controlada pela empresa.

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Para fazer a análise, os pesquisadores instalaram radares em um trecho da Autopista Régis Bittencourt, seção da BR-116 que liga São Paulo a Curitiba. O grupo também monitorou, em tempo real, o trajeto dos veículos no local durante o estudo, que durou sete dias.

As informações adquiridas mostraram que 1% dos motoristas não usavam o cinto de segurança. Passageiros no banco de trás tiveram um resultado pior, sendo que 48% deles deixaram de usar o dispositivo.

Os números se tornam ainda mais alarmantes se comparados aos da Espanha, onde praticamente todos os motoristas fizeram uso do cinto, e 21,3% dos passageiros nos assentos traseiros deixaram de fazê-lo.Em caso de uma colisão frontal, os ocupantes do banco de trás são lançados para frente. Por isso, o uso do cinto de segurança nos assentos traseiros protege não apenas quem os usa, mas também os ocupantes dos bancos dianteiros.

O Brasil também se mostrou o pior no uso da sinalização para mudar de faixa, resultado que não deve ser surpresa para os que dirigem com frequência. Entre os condutores observados, 57,7% mudaram de faixa sem usar a “seta”. Na França, apenas 26% dos motoristas fizeram o mesmo e, na Espanha, 39,6%.

Outros hábitos analisados na pesquisa apontaram uma atuação melhor por parte dos brasileiros, mas não deixam de representar comportamentos de risco. O estudo flagrou 1,2% dos motoristas com telefone celular nas mãos, prática vista em 4,1% dos franceses observados, e 4,6% dos espanhóis.

O uso de celular prejudica a atenção do condutor, que deveria estar unicamente na estrada, aumentando o risco de acidentes. Como mostrou uma pesquisa da instituição norte-americana NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration), ler uma mensagem de texto enquanto se dirige a 88km/h é o mesmo que conduzir o veículo por 110 metros de olhos fechados.

Quanto ao respeito aos limites de velocidade, os brasileiros também foram os “menos piores”. 29,6% deles estavam acima do limite, contra 41% na França e 38,3% na Espanha. Apesar da vitória, o índice brasileiro ainda é considerado alto pelos pesquisadores.

Por fim, 15,9% dos motoristas observados não respeitaram a distância mínima de segurança de veículos à frente. Na Espanha, esse percentual foi de 16,5% e, na França, de 25%. A legislação brasileira não especifica o espaço a ser mantido, mas orienta o condutor a preservar distância. Uma regra de senso comum, ensinada geralmente em autoescolas, é a de manter a placa do veículo à frente sempre visível.

Segundo a Arteris, a pesquisa tem o objetivo de mitigar riscos e ajudar no desenvolvimento de campanhas, assim como fornecer informações estratégicas para aprimorar a fiscalização rodoviária.

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3 Comentários
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    Ricochette 24 de abril de 2018

    Quanto da renovação da Hailitação para profissional fui orientado por um professor do Detran-RJ a manter 3s de distãncia, em qualquer velocidade, contando 2001,2002,2003 em fala norma,l sem pressa. E isso já me permitiu evitar que motoristas mais afoitos batessem na minha trazeira, pois pude retardar um pouco a minha frenagem.

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    Raphael 22 de março de 2018

    Exatamente! Deve-se ver os pneus traseiros do veiculo a frente.

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    Franco Vieira 29 de setembro de 2017

    Sobre a distância segura do veículo a frente, em vez da placa, o ideal é você conseguir visualizar o contato dos pneus traseiros no asfalto.

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