Renault Alaskan chega neste ano, mas novo Duster pode demorar

Picape média começará a ser vendida após o Salão de São Paulo; novo Duster e Koleos não estão confirmados

Por Laurie Andrade06/03/18 às 18h17

A Renault confirmou o lançamento da picape média Alaskan no Brasil para o fim deste ano. A Renault Alaskan será apresentada no Salão do Automóvel de São Paulo e, logo depois, as vendas serão iniciadas.

A informação foi dada pelo presidente da Renault no Brasil, Luiz Pedrucci, em evento que celebrou a ampliação da fábrica da marca em São José dos Pinhais (PR) com a inauguração da Curitiba Injeção de Alumínio (CAI), nesta terça-feira (6).

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Já a vinda do novo Duster para o nosso mercado é incerta. Pedrucci declarou que isso ocorre em razão da indefinição das políticas públicas para o setor automobilístico, especialmente o adiamento do Rota 2030. O aguardado Koleos também não chegará tão cedo.

Um possível Kwid elétrico, além de outros modelos com esse tipo de motorização seguem no mesmo dilema, mas Pedrucci garante que eles chegarão. Entretanto, a velocidade com que eles vão povoar as ruas dependerá da viabilidade do país. “Temos a tecnologia, mas precisamos saber qual caminho a indústria vai tomar”, afirmou. Atualmente a marca tem 150 carros elétricos rodando por aqui nas mãos de algumas empresas e órgãos do governo.

Confira galeria de fotos da Alaskan:

Rota 2030

De acordo com Pedrucci, a falta de uma política bem definida pode comprometer o potencial da fábrica nacional. Um exemplo aconteceu neste mês: pela primeira vez, a Argentina importou um Duster produzido na fábrica da Renault na Colômbia. Anteriormente, os modelos vendidos eram exportados pelo Brasil.

Inauguração da CIA

Com a inauguração da inauguração da Curitiba Injeção de Alumínio (CIA) , agora, os motores 1.6 SCe, que eram montados no Brasil com peças vindas do Japão, passam a ser inteiramente produzidos no país. A nova seção tem capacidade para entregar 250 mil blocos e cabeçotes por ano e tem área total de 14 mil m². A planta começa a operar amanhã (7), com quatro mil peças já tendo sido fabricadas.

De acordo com a marca, que está comemorando 20 anos de atuação no país, a CIA reúne as melhores e mais modernas técnicas de injeção de alumínio da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi no mundo, além de ser a única linha de injeção de cabeçote do Grupo Renault. 

Inicialmente, apenas os motores 1.6 serão produzidos na nova planta. A explicação para a escolha é de que o motor está presente em mais modelos da gama oferecida pela Renault. Além disso, a configuração representa 60% da motorização comercializada em terras brasileiras. O presidente da Renault no Brasil, Luiz Pedrucci, confirma que existem ambições no sentido de ampliar a produção da fábrica para incluir os veículos 1.0, mas ainda não há planos concretos.”O Inovar Auto nos dava clareza do que vinha pela frente, nos mostrava quais eram as regras do jogo. Enquanto não houver clareza, seremos conservadores”, conclui.

A ampliação da fábrica é o fim de um ciclo de investimentos definido no passado. Atualmente, a marca representa 7,7% do mercado automobilístico no Brasil. A meta, até 2020, é que esse número cresça para 10%. Pela demanda gerada pelos recém-lançados Kwid e Captur, a CIA está trabalhando com um turno a mais.

Hoje, 40% dos motores produzidos no Paraná são exportados. A Renault afirma que está disponível para atender mais demandas, com uma possibilidade sendo a de produzir motores para a Nissan, que faz parte do mesmo grupo. A substituição dos propulsores brasileiros 2.0 pelos 1.3 apresentados na Europa também vai depender das decisões que o governo tomar.

Veja fotos da Curitiba Injeção de Alumínio:

Fotos: Renault|Divulgação

1 Comentário

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  • Raul Cezar 4 de Maio de 2018

    Porque a hilux é a que tem o motor menos potente das picapes media, e a considerada a melhor.

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