Ron Dennis deixa McLaren depois de 37 anos

Executivo vendeu suas ações da companhia por quase R$ 1,2 bi

Por AutoPapo03/07/17 às 09h50

Depois de 37 anos à frente da McLaren, Ron Dennis deixa a companhia. O executivo de 70 anos vendeu suas ações por 275 milhões de libras esterlinas (R$ 1,2 bi, em conversão direta). Dennis já havia sido retirado da chefia da área de tecnologia da empresa – responsável, entre outras coisas, pela equipe de Fórmula 1 – no fim do ano passado e também da presidência do conselho administrativo.

Ao assumir a McLaren, no fim de 1980, Ron Dennis transformou a equipe em uma força a ser temida. Antes da chegada do britânico, o time fundado pelo neozelandês Bruce McLaren havia conquistado dois títulos (em 1974, com Emerson Fittipaldi, e em 1976, com James Hunt). Com Dennis no comando foram nove campeonatos de pilotos e sete títulos de construtores. Destaque para o mundial de 1988, no qual o icônico MP4/4 desenvolvido por Steve Nichols venceu 15 das 16 corridas da temporada. Ayrton Senna conquistou o caneco e Alain Prost ficou com o vice-campeonato.

Por um breve período Dennis ficou distante da Fórmula 1. Em 2009 ele passou a focar exclusivamente na supervisão de desenvolvimento dos superesportivos da marca, responsabilidade da McLaren Automotive. No entanto, depois de uma série de resultados ruins, o executivo voltou à liderança do Technology Group, em 2014. Mesmo tendo reatado o casamento com a Honda os resultados não melhoraram. Na temporada 2017 a McLaren amarga a última posição no campeonato de construtores. A equipe não vence uma corrida desde 2012.

De acordo com o Financial Times, o Grupo McLaren fará a aquisição dos 25% da companhia que pertencem à Dennis por meio de operação realizada pela gigante financeira JPMorgan Chase. O Sheikh Mohammed bin Essa Al Khalifa assume a presidência do conselho administrativo. Mike Flewitt, diretor executivo da McLaren Automotive, e Zak Brown, CEO do Technology Group, continuam em seus respectivos postos.

Ron Dennis começou sua carreira na F1 como mecânico da Cooper, em 1966. À época, a equipe contava em seu quadro de pilotos com Jochen Rindt e o britânico John Surtees. Surtees foi quatro vezes campeão do mundial de motovelocidade e conquistou o campeonato mundial de Fórmula 1 em 1964. Rindt venceu em 1970, tendo sido o único vencedor póstumo da categoria. Naquele ano, o austríaco venceu cinco corridas pela Lotus antes de sofrer um acidente fatal nos treinos para o GP de Monza.

As McLaren de Stoffel Vandoorne e Jenson Button no GP de Mônaco deste ano: desde 2012 o time outrora chefiado por Ron Dennis não vence uma corrida
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