Novinha em folha

Importada da Argentina e igual à fabricada na Tailândia, Toyota Hilux fica mais luxuosa e robusta

Por Sérgio Melo03/04/16 às 15h06

Pontos positivos: Leveza / Agilidade / Desempenho
Pontos Negativos: Assento alto / Pouca assistência eletrônica

É tudo novo, nenhuma peça da lataria, transmissão ou chassi foi aproveitada. Com a concorrência acirrada pela chegada das novas gerações de suas maiores concorrentes, Chevrolet S10 e Ford Ranger, assim como pelo surgimento das compactas-medias Renault Oroch e Fiat Toro, a Toyota tratou de renovar seu produto, para não deixar a peteca cair. A novidade só não foi maior porque o novo modelo é praticamente o mesmo que foi apresentado na Tailândia.

(Toyota/Divulgação)

Mais musculosa, com para-lamas salientes, 7 cm a mais no comprimento e ligeiramente mais baixa, a robustez da Hilux não para no visual. O novo chassi ganhou maior espessura em seus principais elementos e o número de pontos de solda na carroceria subiu cerca de 45%. O resultado foi maior rigidez, durabilidade, estabilidade e conforto ao rodar. Por dentro, melhor acabamento e visual sofisticado, com o mesmo conforto do modelo antigo nos assentos dianteiros e melhor ergonomia no traseiro, com bom apoio para as coxas e mais espaço para os joelhos.

Por enquanto, a nova Hilux só é disponível com motor diesel, que diminuiu em tamanho, mas ganhou força. O novo 2.8 turbo rende 177 cv de potência, 6 cv a mais que o antigo 3.0; e o torque cresceu cerca de 20%, saltando para generosos 42,8 kgfm. Novidades também nas transmissões, com uma marcha a mais tanto na manual quanto na automática, além de bloqueio para o diferencial traseiro. Mas não há controle eletrônico para uma ideal distribuição de força entre as rodas.

Na segurança, cinco estrelas para a proteção dos adultos e quatro para a das crianças em crash test realizado pelo LatinNCAP. A picape conta com até sete airbags, entre frontais dianteiros, laterais dianteiros, de cortina e para o joelho do motorista. Outros sistema de segurança presente nas versões mais caras são controle de tração, controle de estabilidade, assistentes para partida em rampas, velocidade em descidas íngremes e condução de reboques.

Sem carga o motor dá conta do recado com bastante força e agilidade. O isolamento acústico proporciona agradável silencio a bordo, sobretudo para um veiculo diesel. Embora as melhorias nos feixes de molas, a suspensão traseira continua dura e transmitindo a impressão de que as rodas pulam como bolas de basquete, chegando a comprometer a estabilidade em pisos muito irregulares. A transmissão automática é suave e bastante rápida, mas não tem borboletas para trocas manuais no volante. A tração 4×4 não é continua e pode ser acionada por botão no painel, assim como a redução.


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