[Vídeo] Troca de óleo do Bugatti Veyron custa mais de R$ 80 mil

Serviço requer a desmontagem de diversos componentes do veículo, procedimento que exige várias horas de trabalho e mão-de-obra especializada

Por AutoPapo19/07/18 às 17h00

Você sonha em ter um superesportivo? Pois saiba que precisará de muito, mas muito dinheiro mesmo, não só para comprar a máquina, mas também para mantê-la. Exemplo: uma simples troca de óleo do motor do Bugatti Veyron custa US$ 21 mil, valor equivalente a cerca de R$ 81,5 mil. É o que mostra o vídeo abaixo, gravado nos Estados Unidos:

A dificuldade está no nível de complexidade do serviço. Duvida? Para começo de conversa, enquanto um automóvel convencional tem um bujão para escoar o óleo velho do cárter, o Bugatti Veyron tem nada menos que 16! Afinal, não se trata de um motor convencional, e sim de uma unidade 8.0 de altíssima performance, com 16 cilindros em quatro bancadas (a arquitetura é em W) e quatro turbocompressores, capaz de gerar nada menos que 1.032 cv de potência.

Além disso, o motorzão está montado em posição central-traseira, num veículo baixo, aerodinâmico e relativamente pequeno, com 4,46 m de comprimento e 2,71 m de distância entre-eixos. O resultado é que não há muito espaço para executar serviços de manutenção, o que torna necessário desmontar boa parte do veículo.

A brincadeira começa antes mesmo de elevar o bólido: como o vão livre do solo é mínimo, o modelo precisa ser posicionado sobre tubos com rodinhas, para que a estrutura do elevador possa ser posicionada de modo a sustentá-lo. Uma vez suspenso, é preciso remover uma série de componentes apenas para ter acesso aos bujões do cárter. Isso inclui demontar as as rodas dos dois lados, o para-choque traseiro, vários painéis de fibra de carbono, parte da tubulação de combustível, etc, etc, etc…

Todo esse processo demora várias horas: no caso do Veyron mostrado no vídeo, as operações de desmontagem e remontagem dos componentes, além da troca de óleo em si, demandou dois dias de trabalho. Todo esse tempo de serviço eleva consideravelmente o preço da mão de obra, que, obviamente, precisa ser especializada para não se perder em meio à complexidade mecânica dos superesportivos e acabar fazendo alguma besteira. No fim das contas, o que pesa menos no preço da troca são 16,5 litros de óleo no motor.

Diversas celebridades têm o Veyron na garagem, entre elas, o jogador de futebol português Cristiano Ronaldo.

Troca de óleo do Bugatti Veyron custa US$ 21 mil

Foto Bugatti | Divulgação

5 Comentários

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  • Joao 24 de julho de 2018

    Por isso não compro um.

  • Rodolfo 20 de julho de 2018

    Caro Boris, muito boa tarde!
    …. Isso nos faz refletir sobre duas coisas:
    1. Será que motor em W é vantajoso? Pois ter que ter 16 bujoes não é nada agradável. É sabido que a configuração do motor em linha, em V, em W, etc não influi na potência do motor, mas sim na área que o mesmo o culpa no cofre do motor. Assim será que é sábio compactar tanto um cofre para perder alguns quilos de carroceria/carenagem, a ponto de dificultar o necessário trabalho de manutenção preventiva básico como por exemplo uma simples troca de óleo?
    …. Vejo que esse carro do artigo é um carro pra bater recordes de velocidade apenas, pois não é nada funcional fazer a troca de óleo dele, ainda mais as outras coisas básicas devem dar trabalho como troca de velas de ignição, filtro de ar, filtro de óleo, correia dentada, etc.

    2. Veja que alguns carros hoje em dia, pra não dizer a maioria o cofre do motor é tão minúsculo que é um parto para tirar o filtro de óleo, e a correia dentada ou corrente de comando se tem que tirar o motor fora, o que encarece mais ainda o serviço de mão de obra.
    …. Assim cadê o bom senso? De que adianta o carro ser leve se é uma facada ter que tirar o motor pra trocar uma simples correia dentada por falta de espaço? Os carros estão cada vez mais leves, porém cada vez mais difíceis de fazer as manutenções básicas, deixando assim os donos dos carros literalmente no prejuízo por conta de redução de peso.
    Um forte abraço,
    Rodolfo
    Engenheiro Mecânico

  • Sandoval de Souza Pinto Filho 20 de julho de 2018

    O que não é o uso de tecnologia para a coisa certa, caro Boris. Os atrasados dezesseis bujões de dreno poderiam ser substituídos por minúsculas válvulas solenóides de comando remoto, que abertas durante a sessão de manutenção, drenariam todo o óleo para dutos estrategicamente instalados, sem a desmontagem de um parafuso sequer – coisa simples e confiável. Coisa boba para o nível de eletrônica e miniaturização usado até nos celulares de segunda categoria que chegam fácil do Paraguay.

  • Carlos Minkap 19 de julho de 2018

    Incrível isso, é um carro para ficar mais parado do que rodando.

    • Julio Cesar Maximo 20 de julho de 2018

      2 só dias pra trocar o óleo? Imagina a correia dentada? Por isso não comprei pra rodar no dia a dia.

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