VW mostra o novo Polo. Nada a ver com o Gol

Por Roberto Nasser23/06/17 às 09h13

Matriz alemã da Volkswagen não fez segredinhos, apresentou o novo Polo, anunciando exibi-lo no Salão de Frankfurt, setembro. Após, mostra à imprensa, matérias em caudal, início das vendas em outubro. No Brasil idem.

Apresentação esmaga a tese infundada de ser o substituto do Gol. Ao contrário, será intermediário entre este e o Golf, feito nas beiradas de Curitiba, Pr. Produto competente na história mundial e na da VW, com quase 15 milhões de unidades vendidas, sexta geração é parcela na conta para manter sua liderança mundial, baseada em projeto totalmente novo.

Maior 81mm = 4.053mm; mais largo 69 mm = 1.751 mm; entre eixos crescido em 94 mm = 2.564mm;  levemente mais baixo, 07mm. Cresceu externa e internamente. Novo produto, emprega base com a sigla MQB, de aplicação mundial, permitindo processo de estica e comprime, servindo a vários atuais veículos da marca – Polo, Golf, Audi A3 e Q3, Seat, Sköda – e a futuros como o desdobramento sedã chamado Virtus, ao especulado utilitário esportivo TCross.

Cabine interna, decoração e motores variam de mercado a mercado, mas se a sinalização europeia servir de parágono ao Brasil, terá o 2,0 litro TSI – turbo com injeção direta – e 210 cv. Outros, 1,00 TSi; 1,5 TSI e 150 cv.

Para não ser apenas mais um projeto, bem se caracteriza pelo ganho de espaço interno e agregação de eletrônica pró-segurança apenas encontrável em produtos de maior tamanho e preço. Na lista controle de cruzeiro adaptativo – dito erroneamente piloto automático; luzes em LEDs; sistema de estacionamento automático Parkassist; detector de ângulo morto; painel digital; recebendo comandos por ele, e novos instrumentos digitais.

Novo Polo, maior, mais equipado

Letal

Comenta-se no sócio do Mercosul, também servirá como base a curioso Proyecto Bala de Prata. O nome, tão insólito quanto pretencioso, resume o animus da VW para voltar a crescer no mercado, criando produto próprio, arma para matar o Toro, o picape da Fiat atualmente o mais vendido do mercado.

Hyundai Kona muda nome para Portugal

Hyundai exibiu e lançará no Salão de Frankfurt, setembro, SAV compacto, o Kona. Alertada pelo importador português, alterou denominação para países lusófonos: Kauai, nome de ilha havaiana, como Kona o é no restante do mundo.

Globalização exige sensibilidade e cuidado com nomes para evitar conotação distante do buscado. A sonoridade do Kona nos países de língua portuguesa, remete a vocábulo identificador do órgão sexual feminino, ensinam dicionários do Aurélio e Infopedia da Lingua Portuguesa, Porto Editora, 2007-2013.

Tem mais

Não é caso isolado, tendo ocorrido com o Opel Ascona, na década de 90, rebatizado 1604 nos países lusófonos. Por idêntica razão, na Alemanha o emblema do digno Rolls-Royce Silver Mist identifica-o como Silver Shadow. Lá, Mist significa estrume. Pelas razões lusas na Suécia o Mercedes-Benz Vito tem outro nome, e na mesma Escandinávia, Honda Fit virou Jazz na Noruega.

Em Israel marca coreana Kia em Israel é Kaia, para fugir ao som original em Hebraico designando vômito. No mercado latino americano o Mitsubishi Pajero é dito Montero, pois nos vizinhos Pajero indica o adepto da masturbação.

No Japão Mégane, um Renault, significa óculos; na Itália Jetta da Volkswagen Jetta remete a azar. Caso mais curiosamente marcante, japoneses Mazda chegando ao movimentado mercado chileno levaram modelo portando na plaqueta um bem desenhado Laputa. Significado idêntico para nós, porém instada e alertada, a Mazda deixou rolar, mantendo o nome.

Brasil já importou chinês chamado Chana, no oposto um Picanto, fabricou um Picasso, desconhecendo-se arrepios, protestos ou inibição de vendas ante o prenome.

Em inadequação de nomes, melhor exemplo

Que nome portará em nosso país em cenário de larga flexibilidade de costumes e incapaz de se surpreender ante a sequência de escândalos e do esgarçar de costumes ? Consultado, Cassio Pagliarini, diretor da marketing da Hyundai Brasil afastou a questão, informando inexistir planos de trazer o Kona.

Roda-a-Roda

Jogo duro – Segunda feira, penúltimo dia do Salón do Automóvil, em Buenos Aires, o governo da Argentina considerou atendidas exigências para a ida do Presidente Maurício Macri ao evento. Lá, última visita presidencial foi em 2007!

Ajustes – Governo e fabricantes estão em abrasão. Um exige melhor comportamento de nacionalização e acertos com as trocas com o Brasil para ajustar a balança comercial no setor. Indústria quer menores impostos. Nas exigências, cada canto de cada estande tivesse produtos nacionais.

Quase – Nas exigências, cada canto de cada estande tivesse produtos nacionais.

Na Nissan todas as atrações eram importadas – México, Japão, Brasil -, mas a promessa de fazer o picape Frontier desviava atenção da origem mexicana.

Coerente, Macri não visitou estandes dos importadas, sequer o dos picapes DFSK, agora representados por sua família.

Não – Fiat encerrou teorias sobre desdobrar da recém lançada família Argo. Fonte acreditada confirmou a versão sedã a ser produzida na Argentina até o final do ano, mas negou usar a plataforma para criar eventual jipe e novo picape Strada.

Sin pressupuesto – Coluna falou com autoridade no Salón de Buenos Aires e recebeu resposta em espanhol com sotaque portenho. Não há orçamento. Ausência de fundos enterrou o projeto do Baby Jeep, sonhado produto Fiat, sem um utilitário esportivo para chamar de seu.

Atualização – Kawasaki reviu e melhorou seus modelos Ninja 650 ABS e 1000. Aparência mais agressiva no desenho de farol e rabeta, inspirados na versão SuperSport; eletrônica revista. 650 teve motor remapeado para melhorar reações em baixas e médias rotações.

A outra – 1.000 – na verdade numérica 1.043 cm3 – também recebeu re mapeamento para reagir melhor com seus 142 cv de potência. Quanto? 650 ABS – R$ 34 mil; 1000 ABS Tourer R$ 57.000; 1000 Tourer R$ 60 mil.

Modal – Plotando aumentar tecnologia e reduzir consumo e emissões, Cia Vale do Rio Doce aplicou em suas locomotivas da Estrada de Ferro Carajás nova tecnologia dita Trip Optimizer. Sincroniza as operações e, se o caso, dispensa a intervenção do maquinista ao acionar controle de velocidade de cruzeiro.

Fim – MAN Latin America encerrou a produção do VW 18.310 Titan Tractor, ferramenta para chegar à liderança. 15 anos de sucesso, mais de 15 mil unidades vendidas. Entra para a história com dignidade: ficará exposto na fábrica em Resende, RJ, junto com o primeiro caminhão da marca, 1981, e a primeira unidade do Constellation, 2006.

Caminho – Jaguar Land Rover abriu fábrica em Coventry, Inglaterra para ser base de operação das marcas para veículos antigos. Negócio amplo: consultoria, peças, serviços, restauração com padrão de fábrica, vendas.

Nome – Chama a operação de JLR Classic Legends, e serviu-se de exemplo aberto pela Mercedes-Benz Classic, operação próxima à matriz alemã e na Califórnia. Terá tido simpatia do controlador da marca, Ratan Tata, colecionador de Rolls-Royces construídos especialmente para marajás.

Cultura – Newport Car Museum iniciou operar na cidade do mesmo nome, Rhode Island, EUA – uma hora de Boston e três desde Nova Iorque. Coleção particular e agregados por comodato, 50 unidades contam 60 anos da indústria.

Razão – Não há fundamentos lógicos para um particular montar museu. Casal Gunther e Maggie Buerman juntou esforços e acervo para implantar o negócio.

Base – Nos EUA todo empreendimento é bem vindo, a comunidade apoia e os governos aplaudem – e não atrapalham. Há, também, cultura tributária permitindo doações descomplicadas e viabilizadoras.

Fundos –  São estas, a locação de espaço para eventos,  e as entradas US$ 5 a US$ 18, – aproximados R$ 18 a R$ 60 -, pretendem manter o negócio. Espaço cedido pela Raytheon em antiga fábrica de mísseis

Depois das vendas, Mercedes incentiva serviços nos pesados

Após ouvir clientela e aplicar mudanças em seus caminhões de maior peso, oferecendo dupla habilidade de andar em asfalto e fora dele, em especial para a colheita de grãos, Mercedes-Benz desenhou pacote para manutenção com previsibilidade de custos válida em todo o país. Não é gabarito para incluir todos os modelos, mas tem desenho particular de acordo com o tipo de uso, especialmente transporte de produtos agrícolas. No caso, há diferenças temporais na dedicação ao transporte e a manutenção é programada fora do pico da colheita e transporte.

Inicialmente o programa de previsibilidade de custos se aplica aos pesados Actros e Axor e ao transporte de grãos, mas a atividade migrará aos caminhões mais leves, oferecendo garantia de 12 meses com opção de parcelamento sem juros em 3 vezes. Preços estarão fixos até o final do ano e para criar canal de comunicação direta consultando informações e tirando dúvidas, clientes devem acessar sítio próprio, o  www.vantagensdeverdademb.com.br 

A colheita de grãos tem panorama complexo, dependendo do tipo, época de produção, colheita e transporte, itinerários, local de cultivo, tipo de veículo, desgaste específico, criando mercados diferenciados e necessidades específicas, agora protegidas pela Mercedes-Benz.

 

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