Chevrolet Trailblazer

Quase um busão

Por AutoPapo02/04/16 às 16h56

O mais potente SUV fabricado no Brasil ganhou nova frente igual a da S10 2017, com alguns cromados a mais na grade do radiador. Os faróis passam a ter iluminação diurna em LEDS e o capô ganhou desenho em baixo relevo na região posterior. Na traseira, a única novidade é a câmera de ré embutida sob a maçaneta da tampa. Além das alterações estéticas, foram modificados pequenos elementos como defletores e vedações, para reduzir o arraste aerodinâmico e o ruído gerado pelo vento. Por dentro, novo painel de instrumentos, forração das portas remodeladas e revestimentos mais agradáveis ao toque. Na única versão de acabamento LTZ, movida a diesel o preço caiu para R$ 189.990,00, enquanto a flex para 159.990.

(Chevrolet/Divulgação)

Permanecem os motores 3.6 V6 a gasolina com 277cv e 35,7 kgf.m de torque, e o 2.8 diesel com 20cv e 51 kgf.m. As novidades mecânicas começam pela direção elétrica que permite maior conforto nas manobras e firmeza na estrada, incluindo reações inteligentes como compensar a inclinação da pista para você não ter que ficar fazendo força à toa nas retas. Para maior conforto e redução do nível de ruído, foram adotados novos coxins na suspensão e nos suportes da carroceria, assim como amortecedores com válvulas especiais que reduziram perceptivelmente o desconforto em terrenos irregulares. A tração é automática de 6 marchas 4X4 em ambas as motorizações. Mas a tração nas 4 rodas não é “full time”, depende de acionamento voluntário por meio de botão no painel.

Mas é na eletrônica que estão as maiores novidades. A Trailblazer ganhou sistema de alerta de colisão em caso de aproximação perigosa do automóvel à frente, que acende luzes sobre o para-brisa como um “Head up display” e faz soar um alerta pelos alto-falantes. O problema é que o recurso apenas avisa do perigo e não faz mais nada…

Como em vários concorrentes, se houvesse frenagem autônoma que detivesse automaticamente o veiculo seria muito melhor. Outro sistema interessante é o alerta sobre a saída da faixa de rolamento, mas que também deixa a desejar. Da mesma forma que o anterior, apenas emite sinal sonoro ao cruzar uma das demarcações laterais da pista, não treme o volante e nem corrige a direção para você. Os retrovisores externos ganharam sistema de supervisão de pontos cegos, para alertar da aproximação de outros veículos por trás em locais não visíveis pelos espelhos. Para facilitar a saída de ré de vagas de estacionamento, radares avisam da vinda de veículos lateralmente, antes que você tenha se deslocado o suficiente para vê-los.

Apesar de a maioria dos recursos só funcionarem em locais cobertos por telefonia celular, destaque especial deve ser dado para o sistema “On Star”. É muitíssimo mais que o viva voz ou infotenimento dos concorrentes. Além das funções de segurança que atende aos seus pedidos de socorro e até envia resgate automaticamente em caso de indícios de colisão, age como se fosse uma secretária ao seu dispor. Ao toque de um botão, uma pessoa, (não é gravação), entra em conversação por meio de um sistema de telefonia embutido no carro e pode fazer reservas em hotéis, informar sobre notícias ou enviar para o GPS do veículo qualquer rota. Outras funções podem ser acionadas por aplicativo no celular, como limite de velocidade e raio máximo de funcionamento ao entregar o veículo para o manobrista e alerta de região de rodízio ou restrição de tráfego. Resta saber o quanto esse serviço vai custar, pois após o primeiro ano gratuito a marca não informa o preço nem sob tortura. Outro conforto é o sistema de entretenimento com tela “touch” e espelhamento para o celular.

No teste dinâmico em estradas asfaltadas, a evolução do modelo é perceptível. A Trailblazer realmente está mais confortável, silenciosa e equilibrada. Apenas uma discreta vibração no motor a gasolina por volta das 2.000 rpm causa estranheza. Capacidade para até sete ocupantes com bastante conforto em todas as posições, sendo que mesmo os dois últimos assentos comportam até adultos, apesar do assoalho alto que deixa as pernas elevadas. Andando apenas na versão a gasolina, o modelo mostrou muita força em baixas rotações, respostas firmes nas ultrapassagens e facilidade para manter altas velocidades. A transmissão é suave e bastante rápida nas mudanças. Nas curvas a estabilidade inspirou confiança, sem maiores inclinações. O porta-malas oferece 205 litros na configuração com 7 lugares, 554 com 5, e 1043 com a segunda e terceira fileira de assentos traseiros rebatidas.

Na segurança, controles eletrônicos de tração, estabilidade, partidas em rampas, da pressão dos pneus e da velocidade em descidas íngremes. Além desses, supervisão de pontos cegos e radares laterais traseiros para a saída de vagas de estacionamento. A proteção por airbags é feita por seis bolsas, frontais, laterais e de cortina. O controlador de velocidade é convencional, não mantém automaticamente distância do veículo à frente quando o trânsito se torna mais lento que a velocidade programada, como os sistemas adaptativos adotados em diversos veículos na mesma faixa de preço. Quanto ao comportamento em colisões, a Trailblazer brasileira ainda não foi submetida à crash test, de forma a não ser possível afirmar sobre esse item. Registre-se que embora as irmãs asiática e australiana da S10 tenham recebido cinco estrelas em testes da AsianNCAP e ANCAP, isso não pode ser estendido ao SUV. Da mesma forma, o resultado de crash test da Trailblazer americana também não pode considerado pelas profundas diferenças entre os dois veículos.

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