Dirigente do Latin NCAP ignora realidade do mercado

Secretário da entidade uruguaia exige cada vez mais ADAS e acredita que montadoras não irão repassar custo para o consumidor

crash test lateral toyota corolla 2023 prata latin ncap
Terão exigências que são pesadas até para a Europa (Foto: Latin NCAP | Divulgação)
Por Boris Feldman
Publicado em 09/12/2025 às 07h00

O Latin NCAP, aquela entidade uruguaia que faz crash tests e avalia a proteção aos ocupantes de cada automóvel vendido na América Latina, avisou que vai apertar ainda mais os critérios para a classificação destes modelos a partir do próximo ano, pois vai considerar também a proteção dos equipamentos eletrônicos, inclusive do ADAS.

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O senhor Alejandro Furas, secretário do Latin NCAP, questionado sobre o encarecimento dos carros, ignora a realidade do mercado e diz que as fábricas não vão aumentar o preço para não perder clientes.

Questionado sobre os seus mais que duvidosos critérios para escolher os modelos que serão submetidos a crash tests, o senhor Furas não conseguiu explicar por que fazer o crash test de modelos repletos de equipamentos.

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Boris Feldman

Jornalista e engenheiro com 50 anos de rodagem na imprensa automotiva. Comandou equipes de jornais, televisão e apresenta o programa AutoPapo em emissoras de rádio em todo o país.

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5 Comentários
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Mário 11 de dezembro de 2025

Claro que as fábricas irão repassar aos preços dos carros.

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Marcelo 11 de dezembro de 2025

Não entendo essa “cruzada” do Bóris contra a Latin NCap.
Deveria elevar as mãos ao ceús que temos uma entidade independente testando os carros a venda aqui. Caso contrário, só teríamos que os testes feitos internamente nas montadoras, quem nós não temos acesso de forma transparente.
Criticar a exigência de ADAS? Não é um pacote de segurança ativa, como freios ABS e controle de estabilidade? Por que não exigir?
Vai encarecer? Inicialmente sim, mas depois que ele é adotado em massa, se torna melhor e mais barato, como tudo que é incorporado em série.

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IVAN VASCONCELLOS 10 de dezembro de 2025

Pra mim ADAS é igual bebida alcoólica, “Use com Moderação”. Já dirigi carros com sistemas intrusivos demais que não queriam me deixar ultrapassar para manter o carro na faixa e sempre que me aproximava de um veículo lento na estrada para facilitar a ultrapassagem, piscavam luzes e alarmes horrendos na tela.
Entretanto, as exigências do Latin NCAP são as que eles consideram importantes, quem não quiser aceitar, que fique de mimimi.
A princípio, nem todos os carros tem, obrigatoriamente, que tirar a nota máxima. Quem vai comprar que avalie as notas do teste e veja se o que falta é importante para si. Meu carro mesmo não tem nada de ADAS, alias como todos os anteriores. Dirijo há 50 anos, nunca me envolvi em acidente algum, e acredito que o motorista dirige o carro e não o contrário. O rabo não balança o cachorro, não é?

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Santiago 9 de dezembro de 2025

Na verdade muitos recursos eletrônicos podem dar até o efeito contrário. Basta uma falha no sistema de bordo ou um sensor desregulado, que a m…acontece.
O sr Alejandro Furas está é produzindo avaliações furadas.

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Polvo 9 de dezembro de 2025

O Alejandro está viajando na maionese. A função do instituto dele deveria ser de avaliar estruturalmente os carros, deformação durante os impactos, verificar se funcionando dos sistemas de proteção dos ocupantes realmente atuam e o quanto os bonecos “sofrem” durante os testes de impacto. Agora avaliar se o carro tem ADAS pra aumentar a nota não faz muito sentido. Por acaso ele acelera o carro e deixa o ADAS ligado antes de bater contra a barreira? Este senhor parece que ignora que a frota da América Latina é composta majoritariamente de carros velhos, a Argentina é um exemplo.

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