Combustível proveniente da cana poderia ser muito mais eficiente em um motor dedicado a ele, mas consumidor tem medo
Comenta-se muito ultimamente, devido a todas essas alternativas energéticas e descarbonização, quais são os melhores combustíveis para reduzir as emissões. E o etanol está na disputa do pódio nesta corrida.
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Então é inevitável, sabe qual pergunta? Por que não se faz um carro com motor a etanol? Ele não teria melhor rendimento e menos emissões que o próprio flex? Sim, teria, seria mais eficiente. Porém, não se esqueçam que o nosso carro a álcool surgiu na década de 70 com o Proálcool, pois ainda nem existia o sistema flex.
E 95% dos carros produzidos no Brasil eram a etanol. E aí, em 1989, faltou o etanol e ninguém mais quis saber do carro a álcool.
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Diferentemente do petróleo que já é “consolidado” há gerações no mundo todo, o etanol precisa ter uma retaguarda forte que garanta a sua oferta permanente e a preços justos. Não é confiável deixar isso apenas ao sabor de interesses privados
Se isso for depender apenas da boa vontade dos usineiros e do temperamento dos mercados de commodities, fica realmente difícil.
E aí a tecnologia flex continua sendo a melhor garantia que nós temos. O lado ruim é que tecnicamente ela desperdiça a eficiência de ambos combustíveis, exatamente por ter que conciliar ambos.
Sempre há o temor de uma safra de cana ruim fazer faltar etanol ou o preço disparar, principalmente na época da entressafra. O sistema flex foi a solução, não é bom nem em um e nem em outro combustível, mas evita esses aborrecimentos com preços e eventual desabastecimento.