Agora é lei: companhias aéreas devem ressarcir passageiro quando o voo atrasar

Proposta transforma normas da Anac em legislação federal para garantir que direitos, como alimentação e hospedagem, não sofram alterações frequentes

Aeroporto de Brasília
Nova lei busca consolidar o que já é cobrado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil)
Por Eduardo Passos
Publicado em 22/01/2026 às 09h00

Em uma tentativa de consolidar os direitos dos consumidores no setor aéreo, a Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2813/25. Essa proposta transforma em lei federal as normas de assistência a passageiros em casos de atrasos e cancelamentos de voos, que hoje dependem de resoluções da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

AutoPapo
NÃO FIQUE DE FORA do que acontece de mais importante no mundo sobre rodas!
Seguir AutoPapo no Google

A ideia, portanto, é dar mais segurança jurídica: uma vez que as regras se tornam lei, ganham mais ‘peso’ e facilitam seu cumprimento. Ao mesmo tempo, torna-se mais difícil que essas sejam alteradas, dando previsibilidade a passageiros e companhias aéreas.

Como ficou?

Pela proposta aprovada, as companhias aéreas devem fornecer assistência material gratuita de forma escalonada:

  • Após uma hora de espera: o passageiro tem direito a facilidades de comunicação, como internet ou telefone.
  • A partir de duas horas: a empresa deve oferecer alimentação.
  • Se o atraso exceder quatro horas ou envolver pernoite: a obrigação passa a incluir hospedagem e transporte de ida e volta para o aeroporto.

    Em situações de cancelamento, atrasos superiores a quatro horas ou overbooking, o consumidor também poderá escolher entre o reembarque em voo equivalente ou a devolução imediata do valor pago pelo bilhete.

O relator da matéria, deputado Bruno Ganem (Pode-SP), recomendou a aprovação com uma emenda técnica para evitar conflitos com o texto atual do Código de Aeronáutica. Para Ganem, a iniciativa oferece estabilidade jurídica sem gerar custos adicionais, visto que as empresas já devem cumprir tais normas administrativamente. “A medida garante mais segurança aos usuários sem implicar aumento de burocracia”, afirmou.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pelas comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovado sem ressalvas, seguirá diretamente para o Senado.

Newsletter
Receba semanalmente notícias, dicas e conteúdos exclusivos que foram destaque no AutoPapo.

👍  Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.

TikTok TikTok YouTube YouTube Facebook Facebook X X Instagram Instagram

Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:

Podcast - Ouviu na Rádio Podcast - Ouviu na Rádio AutoPapo Podcast AutoPapo Podcast
0 Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Comentários com palavrões e ofensas não serão publicados. Se identificar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Avatar
Deixe um comentário