BYD na Fórmula 1? Montadora chinesa avalia entrar no grid da categoria

Com apoio do presidente da FIA, gigante asiática estuda criar equipe própria ou fornecer motores em nova fase do automobilismo

F1 Grand Prix Of Australia
Montadora chinesa estuda competir em categorias globais para ampliar presença internacional da marca (Foto: Peter Fox | Getty Images)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 10/03/2026 às 16h00

A montadora chinesa BYD avalia ingressar no alto escalão do automobilismo mundial, com estudos preliminares que miram a Fórmula 1 e o Campeonato Mundial de Endurance (WEC), segundo a Bloomberg. A ofensiva nas pistas representa um novo passo na estratégia da fabricante para consolidar o reconhecimento de sua marca em escala global, extrapolando o segmento de veículos elétricos de passeio.

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O interesse reflete as recentes mudanças regulatórias da categoria máxima do esporte a motor, que passa a exigir sistemas híbridos mais avançados, alinhando-se à expertise da empresa. O movimento também surfa na crescente popularidade da F1 na China, impulsionada pelo retorno do GP de Xangai e pela passagem do piloto Zhou Guanyu pela categoria entre 2022 e 2024. Nos bastidores, ainda não há definição se a BYD formaria uma equipe de fábrica própria ou atuaria como fornecedora de unidades de potência e tecnologia para escuderias já estabelecidas no grid.

BYD Yangwang U9 Track Edition
BYD Yangwang U9 já é um ‘gostinho’ da vocação automobilística da BYD (Foto: BYD | Reprodução)

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Se concretizada, a empreitada marcará uma das mais ambiciosas tentativas de uma marca chinesa em um esporte historicamente dominado por montadoras europeias. Concorrentes locais já flertam com o setor: a Geely atua no turismo internacional via Cyan Racing (ex-parceira da Volvo), enquanto a Nio faturou o campeonato inaugural de pilotos da Fórmula E, em 2015.

O desafio, no entanto, esbarra em barreiras financeiras e tecnológicas. Construir uma operação competitiva na Fórmula 1 exige anos de pesquisa e orçamentos que podem bater a casa dos US$ 500 milhões por temporada. Paralelamente às pistas, a BYD já testa sua capacidade de alta performance no asfalto com o hipercarro U9, da submarca de luxo Yangwang, que recentemente passou por rigorosos testes dinâmicos no circuito de Nürburgring, na Alemanha.

O caminho político, porém, parece favorável. Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), já declarou apoio ao ingresso de uma escuderia chinesa. Sob a ótica da entidade, após aprovar a entrada da americana Cadillac no grid, a adesão de uma gigante asiática seria o passo natural para a expansão global definitiva da categoria.

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