Medida que beneficiava marcas como BYD e GWM encerrou-se em janeiro; Anfavea alerta para risco a empregos, enquanto novatas criticam "corporativismo"
O encerramento da isenção do Imposto de Importação para veículos elétricos e híbridos trazidos ao Brasil nos regimes SKD e CKD (desmontados ou semidesmontados), ocorrido em 31 de janeiro, abriu uma nova frente de batalha na indústria automobilística nacional. De um lado, montadoras tradicionais defendem a proteção da cadeia produtiva local; de outro, fabricantes recém-chegadas, como a chinesa BYD, criticam o que chamam de barreiras ao investimento fora do eixo Sudeste.
A decisão, deliberada pelo Gecex-Camex (Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior), estabelece um cronograma de elevação gradual das alíquotas. Para o regime SKD, os impostos agora variam entre 25% e 30%, devendo atingir 35% em julho de 2026. Já para o CKD, a taxa saltará dos atuais 14% para 35% no início de 2027.
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Apesar de ter gozado do benefício fiscal, o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy, classificou a pressão pelo fim do benefício como um “corporativismo da indústria do Sudeste”. Segundo Baldy, coletiva na fábrica baiana, as vantagens dadas pelo governo sequer serviram para algum proveito. “Na verdade não é que existiu uma isenção para SKD ou CKD que nos atendeu a ponto de nos dar maior competitividade”, afirmou.
A Anfavea (associação das montadoras), por sua vez, sustenta que a manutenção de incentivos para a simples montagem de kits importados, sem contrapartidas de nacionalização de componentes, ameaça a sobrevivência do setor. Estudo da entidade aponta que a substituição da produção completa por kits poderia eliminar 69 mil empregos diretos e causar uma perda econômica de R$ 103 bilhões para fabricantes de autopeças.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que, até o momento, não há novos pleitos do setor para prorrogar o benefício. O governo federal mantém a estratégia de incentivar a fabricação integral no país, enquanto as montadoras chinesas aceleram a homologação de fornecedores locais para mitigar o impacto tributário.
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A indústria brasileira como um todo deveria ter uma carga tributária menor. Está perdendo em competitividade até para o Paraguai. A nossa sorte é que ainda temos mão de obra de melhor qualificação
Xinas piratas. Praticam insalubridade e trabalho escravo lá e aqui, não produzem nada no país, trazem tudo de fora e reclamam dos tributos. Bostileiros acreditam no cholo galantido. Que país contaminado pela xina prosperou ?
O que me intriga é ver montadoras ditas “nacionais” lutando para aumentar os impostos das montadoras estrangeiras, mas não se mobilizarem para reduzir a própria carga tributária, de modo que o consumidor — seu cliente final — seja, de fato, beneficiado.
Eles não querem competitividade, querem vantagem pra encher de powerbank nos patios. Aqui perto de casa tem um terreno de uma fábrica que falou, está cheio dessas merdas apodrecendo há mais de um ano. Saiu no jornal da cidade, mas foi apagado no mesmo dia, dizem que foram pagos ou ameaçados para apagar.
Mal chegaram e ja querem mandar no país.
Interessante como a BYD vem querendo fazer com a estrutura do mercado nacional, ela simplesmente vem montar o seu Lego aqui mas não quer que as outras façam o mesmo. E ainda fica chorando para o governo federal fazendo de tudo para barrar a concorrência e querendo que o povo troque de carro na pura marra, e detalhe que é o carro deles, não pode ser um EV da concorrência…
Por mim podia fechar tudo e parar de fabricar as carroças “nacionais”. No Chile isso já aconteceu há anos e tá todo mundo vivo.
Meu total apoio a medida do Governo, quer vender carro aqui, nacionalização ou taxa de importação para CKD e SKD.
Olha aí mais um que adora pagar imposto .
É verdade, Pedroca… agora, ter uma alíquota de proteção é uma coisa, ter tributação a nível de 35%, é outra, é mais que 1/3 diferenciando umas das outras. . Imagina se a China revidasse, aplicando esse nível de impostos na soja brasileira, no milho brasileiro, no minério de ferro, hein??? O Brasil iria sentir,vê muito…