BYD registra queda de 30% nas vendas e tem pior janeiro desde 2020

Fim de subsídios na China e concorrência da Geely derrubam desempenho da BYD; meta de exportação para 2026 é revisada para baixo

Concessionária BYD
A BYD aposta nas exportações para mercados emergentes para compensar a queda (Foto: BYD | Divulgação)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 03/02/2026 às 22h00

A BYD iniciou 2026 enfrentando seu cenário mais adverso desde o início da década. A montadora chinesa registrou, em janeiro, seu quinto mês consecutivo de retração global, com um volume de vendas de 210.051 veículos eletrificados. O resultado representa uma queda abrupta de 30,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior, marcando o pior desempenho da empresa para o mês desde 2020, quando o setor foi paralisado pela pandemia.

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A reação do mercado financeiro foi imediata, com impacto negativo nas ações da companhia negociadas nas bolsas de Hong Kong e Shenzhen. A desaceleração é atribuída principalmente ao fim dos subsídios para veículos elétricos na China e ao acirramento da guerra de preços no mercado doméstico.

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Elétricos sofrem mais que híbridos

Os dados detalhados mostram que os veículos 100% elétricos (BEVs) foram os mais afetados, com um recuo de 33,6% nas vendas. Já os modelos híbridos plug-in (PHEVs) tiveram uma retração ligeiramente menor, de 28,5%.

Esse cenário reflete a perda de vantagem competitiva da BYD nos segmentos de entrada na China, onde rivais como a Geely têm ganhado terreno com modelos abaixo de US$ 25.000 (cerca de R$ 142.500). Essa situação vale, inclusive, para o Brasil, onde o novo Geely EX2 vem roubando vendas dos BYD Dolphin e Dolphin Mini.

Para tentar conter a sangria e responder à estagnação doméstica — que também atingiu marcas como Xpeng e Chery —, as montadoras chinesas têm recorrido a estratégias agressivas, incluindo a oferta gratuita de softwares de direção autônoma avançada para atrair consumidores.

Meta de exportação revisada

O único alento no balanço mensal veio das exportações, que cresceram 51,5% em relação ao ano anterior, superando a barreira das 100.000 unidades enviadas ao exterior. No entanto, o volume não foi suficiente para compensar a fraqueza do mercado interno.

Diante desse quadro, a BYD optou pela cautela: a montadora revisou oficialmente sua meta de remessas globais para 2026. A projeção, que antes era de 1,6 milhão de veículos exportados, foi reduzida para 1,3 milhão, sinalizando que a expansão internacional pode não ocorrer na velocidade que a empresa planejava anteriormente.

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