Candidatos à CNH têm recorde de reprovação na prova prática

Índice de reprovação triplicou em seis anos. Em resposta, governo preparou novo manual que aumenta limite de pontos e permite exame em carro automático

shutterstock instrutor de trânsito autoescola CNH 2026
Governo busca padronizar avaliação para evitar reprovações 'injustas' (Foto: Shutterstock)
Por Tom Schuenk
Publicado em 24/02/2026 às 13h00

Tirar a Carteira Nacional de Habilitação ficou estatisticamente mais difícil no Brasil. Entre 2019 e 2025, a taxa nacional de reprovação em exames práticos para a categoria B (carros) saltou de menos de 2% para 6,8%, segundo o Estado de S. Paulo. Nas avaliações para motos (categoria A), o índice chegou a 5,6%. O avanço acelerado nas reprovações motivou o governo federal a promover uma revisão profunda no sistema de avaliação do país.

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Padronização nacional e o fim das disparidades regionais

Um dos principais gargalos do modelo anterior era a falta de uniformidade entre os estados, o que transformava a prova em uma ‘loteria’. Enquanto algumas regiões mantinham o índice de aprovação elevado, outras registravam reprovações próximas a 40%, evidenciando a forte subjetividade dos avaliadores locais. Para resolver essa distorção, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) lançou o inédito Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, que estabelece diretrizes únicas para os Detrans.

A nova resolução traz mudanças práticas cruciais para aliviar a tensão dos candidatos e corrigir excessos. Houve uma ampliação significativa na margem de erro: agora, é permitido acumular até 10 pontos em faltas durante o percurso (antes, somar mais de três pontos já significava a eliminação). A modernização do processo também inclui a esperada permissão para realizar o teste em veículos com câmbio automático, adequando o exame à realidade do mercado automotivo atual.

Foco na segurança viária e digitalização do ensino

A reformulação atingiu igualmente a etapa teórica, que substituiu o excesso de burocracia por um currículo mais pragmático, voltado à direção defensiva e aos primeiros socorros. A implementação de exames teóricos digitais e aulas em formato híbrido visa reduzir o tempo e os custos de todo o processo.

A estratégia do governo é equilibrar o acesso à habilitação com a qualidade da formação técnica. Ao baratear as taxas e adotar critérios de reprovação menos punitivos, a expectativa é reduzir o número de motoristas que circulam inabilitados por falta de recursos, promovendo, a longo prazo, um trânsito mais inclusivo e seguro.

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