CEO da Uber garante que jamais sairá do Brasil: “é o pais com mais corridas no mundo”

Segundo executivo da Uber, nem aprovação de leis trabalhistas mais rígidas em favor dos motoristas do aplicativo faria a empresa deixar mercado brasileiro

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Uber já contabilizou 17 bilhões de viagens desde a estreia no Brasil, em 2014 (Foto: Reprodução)
Por Eduardo Passos
Publicado em 23/03/2026 às 09h00

O CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, assegurou que a empresa não tem qualquer intenção de abandonar o Brasil, sublinhando que o país é, atualmente, o maior mercado do mundo em volume de viagens na plataforma. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o líder da gigante tecnológica classificou o território brasileiro como um “lar permanente” e rejeitou categoricamente a hipótese de saída, mesmo perante a eventual aprovação de uma nova legislação laboral mais restritiva para os trabalhadores de aplicações.

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O executivo destacou que a operação brasileira superou os Estados Unidos em número de operações de mobilidade urbana, assumindo-se como uma verdadeira “máquina de crescimento” para a empresa. Desde a sua estreia no país, em 2014, a Uber já contabilizou mais de 17 bilhões de viagens, gerando cerca de R$ 230 bilhões em receitas para os motoristas parceiros.

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No centro das atenções da empresa está o debate sobre a regulamentação do setor. Khosrowshahi afirmou apoiar a criação de direitos básicos para os parceiros, como a contribuição para a Seguridade Social e o estabelecimento de um patamar mínimo de remuneração. No entanto, criticou duramente a possibilidade de o governo impor a obrigatoriedade de contratos de trabalho tradicionais.

“Achamos que esse desfecho seria um erro gigantesco. Não há razão para voltar ao trabalho com contrato fixo. Esse era o modelo de trabalho de há 50 anos”, afirmou. Segundo o CEO, uma mudança nestes moldes seria muito prejudicial para o negócio e para os próprios condutores, que perderiam a flexibilidade, apontada como a principal vantagem do modelo atual.

O impacto de uma regulação forçada também recairia diretamente sobre os utilizadores. A plataforma estima que, perante algumas das exigências em discussão, os preços das viagens poderiam sofrer um aumento de 50% a 60%, o que reduziria drasticamente o número de motoristas capazes de gerar rendimento na aplicação.

Apesar das divergências com as propostas governamentais, a Uber reforça o seu compromisso a longo prazo. A empresa anunciou a expansão do seu centro de tecnologia, com a previsão de investir mais de R$ 2 bilhões e duplicar o número de engenheiros no país, consolidando a sua presença em solo brasileiro. “A Uber vai continuar no Brasil, vamos seguir as leis e teremos uma relação construtiva”, finalizou..

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