Dirigir de ressaca é tão perigoso quanto estar bêbado, aponta Ford

Ford destaca riscos de dirigir sob efeito de ressaca em programa de segurança para jovens e utiliza roupas especiais para simular complicações

mulher dirigindo cansada com dor de cabeça shutterstock
A privação de sono provoca alterações neuroquímicas (Foto: Shutterstock)
Por AutoPapo
Publicado em 01/02/2026 às 13h05

Há mais de duas décadas, a Ford promove o programa Driving Skills for Life, iniciativa voltada à capacitação de motoristas recém-habilitados. O objetivo do treinamento é complementar a formação tradicional, focando em competências críticas como reconhecimento de perigos, controle do veículo e gestão de espaço e velocidade, além de alertar sobre os riscos da condução sob efeito de substâncias ou distrações.

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Um dos diferenciais recentes do programa, conforme destacado em reportagem do programa Today, é o foco nos riscos da condução no estado de ressaca. Embora o álcool possa já ter sido eliminado da corrente sanguínea, os efeitos residuais no organismo impactam diretamente a segurança viária.

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Impactos cognitivos e fisiológicos

De acordo com os dados apresentados pelo programa, o estado de ressaca pode comprometer as funções cognitivas de forma semelhante à embriaguez. A privação de sono e as alterações neuroquímicas resultantes do consumo excessivo de álcool levam à redução do tempo de reação e à fadiga, fatores que dificultam a tomada de decisões rápidas em situações de emergência.

Simulação prática com a “roupa de ressaca”

Para demonstrar esses perigos de forma controlada, a Ford utiliza um equipamento específico de simulação. O traje é composto por:

  • Pesos e coletes: Alteram o equilíbrio e a percepção corporal.
  • Óculos especiais: Simulam a sensibilidade à luz e distorções visuais.
  • Fones de ouvido: Reproduzem a percepção de dor de cabeça e desconforto sonoro.

Durante os testes realizados em circuito fechado, o programa demonstrou que manobras de desvio de obstáculos e mudanças repentinas de faixa tornam-se significativamente mais difíceis. Em demonstrações práticas, condutores que apresentavam desempenho preciso em condições normais perderam o controle do veículo e saíram da pista ao utilizarem o simulador, mesmo em velocidades reduzidas, como 48 km/h.

A iniciativa reforça que a segurança ao volante não depende apenas da ausência de álcool no sangue no momento da condução, mas também do estado físico e mental pleno do motorista.

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