Dirigir sem cinto de segurança é a quarta infração de trânsito mais cometida em SP
A não utilização do cinto de segurança nos veículos já rendeu R$ 8,8 milhões em multas só no estado de São Paulo em 2022
A não utilização do cinto de segurança nos veículos já rendeu R$ 8,8 milhões em multas só no estado de São Paulo em 2022
Apesar de ser o equipamento de segurança mais importante em um veículo, muitas pessoas simplesmente ignoram ou se esquecem de utilizar o cinto de segurança. Na última semana, o ex-BBB Rodrigo Mussi sofreu um grave acidente de carro e se feriu gravemente, por não estar com o dispositivo de segurança afivelado, e o acontecido levantou discussões sobre a importância do uso do cinto de segurança mesmo quando se está nos bancos de trás, ou no do passageiro.
Apesar de o uso ser obrigatório, as multas por dirigir sem o uso do equipamento de segurança se figura em quarto lugar no ranking do Detran-SP das infrações mais cometidas no território paulista. Ela fica atrás apenas das infrações por não transferir o veículo, uso indevido de celular ao volante e dirigir um veículo sem licenciamento.
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A imprudência é tanta, que só no primeiro trimestre de 2022 SP registrou 40 mil multas que foram aplicadas a condutores que não utilizavam o cinto de segurança. Outras cinco mil foram aplicadas porque os passageiros não estavam usando o aparelho de segurança obrigatório.
O Detran-SP ainda afirmou que essa prática vem crescendo nos últimos anos. Tanto que entre 2019 e 2021 as multas por falta do uso do cinto no território paulista cresceram 53,8%. Ao todo, foram 9.927 mil autuações em 2019 contra 138.364 mil em 2021, e 2022 vem forte para quebrar esse recorde.
Neto Mascellani, diretor-presidente do Detran.SP, reforçou a importância do uso do cinto.
O cinto de segurança, além de obrigatório, é fundamental tanto para o motorista quanto para o passageiro, inclusive para os que sentam no banco traseiro. Em caso de acidente, o equipamento evita lesões graves em até 80% das vezes. É um dispositivo de segurança que salva vidas.
Estudo realizado pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) constatou que, ao afivelar os cintos, a chances de evitar acidentes fatais é de até 45% para quem vai no banco da frente e 75% para os ocupantes do banco traseiro.
Um levantamento feito pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) divulgada em 2021 mostrou que somente 54,6% das pessoas maiores de 18 anos utilizam o cinto no banco de trás. No banco da frente a situação é um pouco melhor, com o estudo mostrando que 79,4% dos ocupantes usam o equipamento de segurança.
Isso mostra que as pessoas ainda tem a sensação de estarem mais seguras quando acomodadas nos assentos traseiros, o que não é verdade. A única maneira de estar mais seguro dentro de um veículo é afivelando o cinto de segurança. Não utilizá-lo é considerado uma infração de natureza grave, prevista no Artigo 167 do CTB. O condutor pode ser punido com multa de R$ 195,23 e perda de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Boris Feldman alerta: não utilizar o cinto de segurança é um erro grave, que pode colocar em risco a vida das pessoas
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