Dona de Porsche com peitos grandes protesta contra ‘machismo’ da marca

Com próteses de silicone de 2 litros, Ana Paula Oliveira desembolsou R$ 30 mil para ajustar banco de Porsche conversível para seu corpo

Apresentadora precisou adaptar banco de carro esportivo ao próprio corpo após próteses de silicone (4) Prancheta 1
A apresentadora questionou o padrão masculino do design de carros esportivos de alta performance (Foto: Reprodução das redes sociais | @anapaulaoliveira.oficial)
Por Tom Schuenk
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 04/02/2026 às 14h00

A apresentadora e influenciadora Ana Paula Oliveira propôs um debate incomum sobre a ergonomia automotiva e questões de gênero após desembolsar mais de R$ 30 mil em uma modificação inusitada. Proprietária de um Porsche avaliado em mais de R$ 1 milhão, Ana Paula precisou customizar o banco do motorista para acomodar os peitos com suas próteses de silicone, que somam 2.000 ml. Segundo Oliveira, o episódio evidencia que a indústria de superesportivos projeta veículos ignorando a anatomia feminina.

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Aos 50 anos, a apresentadora da Band relata que a rigidez típica dos bancos de carros de alta performance, desenhados para segurar o corpo em curvas de alta velocidade, tornou-se um obstáculo. O volume das próteses gerava uma projeção involuntária do tronco para frente, comprometendo a postura, a segurança e o conforto ao dirigir.

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Adaptação técnica e crítica à indústria

“Foi aí que entendi que muitos carros esportivos são pensados para um padrão de corpo masculino. Com o meu corpo hoje, aquela ergonomia simplesmente não funcionava”, afirmou a influenciadora. A solução encontrada não foi estética, mas estrutural: a reforma do carro manteve o couro e o design original da montadora alemã, mas alterou profundamente a engenharia interna do assento.

O processo de tapeçaria e customização envolveu ajustes na densidade da espuma, na profundidade do encosto e no reposicionamento dos pontos de apoio da coluna. O objetivo foi criar uma cavidade que acomodasse o novo volume torácico sem forçar a motorista contra o volante.

Para Ana Paula, o investimento alto se justifica pela utilidade do carro de luxo. “Não era algo pontual. Me incomodava toda vez que eu entrava no carro”, explica. A adaptação levanta a questão de que, em veículos de cifra milionária, a personalização deve servir ao condutor, e não exigir que o motorista se molde à máquina. “Hoje sento de forma natural. Em vez de eu tentar me adaptar ao carro, foi o carro que precisou se adaptar a mim”, conclui.

Apresentadora precisou adaptar banco de carro esportivo ao próprio corpo após próteses de silicone. Créditos: @anapaulaoliveira.oficial (1)
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