Engenheiro cria carro elétrico movido pela energia de 500 vapes

Projeto alerta para o desperdício de metais valiosos em eletrônicos descartáveis e prova viabilidade de "energia gratuita" com materiais reciclados

Carro elétrico movido a vapes: conheça o projeto que recicla baterias de cigarros eletrônicos
A bateria personalizada utiliza células recicladas que seriam destinadas a aterros sanitários (Foto: Reprodução)
Por Tom Schuenk
Publicado em 11/03/2026 às 06h00

O britânico Chris Doel demonstrou, em seu mais recente projeto, um uso mais ‘sustentável’ para 500 vapes descatados. Ao reaproveitar células de íon-lítio dos cigarros eletrônicos — que seriam destinados a aterros sanitários —, Doel construiu uma bateria funcional para alimentar um G-Wiz, um microcarro elétrico conhecido por sua mecânica simplificada.

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A escolha pelo G-Wiz — tecnicamente um quadriciclo elétrico pesado — não foi acidental. Por possuir um sistema elétrico rudimentar, o modelo permitiu a adaptação da bateria personalizada sem as barreiras de software e sistemas de gerenciamento complexos encontrados em veículos elétricos modernos, como os da Tesla.

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A bateria artesanal foi composta por 500 células individuais extraídas de vaporizadores descartados. O conjunto resultante armazena aproximadamente 2,5 kWh de energia e opera em uma tensão de 50 volts — valor tecnicamente compatível com os 48 volts das baterias de chumbo-ácido originais do veículo. No entanto, a segurança exigiu restrições: enquanto o G-Wiz pode demandar picos de 350 amperes, Doel limitou o fluxo a 60 amperes para evitar o superaquecimento das células recicladas.

Os resultados de desempenho refletem essa cautela: o veículo atinge uma velocidade máxima de 56 km/h com potência limitada a 5 kW, oferecendo uma autonomia real de cerca de 29 quilômetros por carga. Durante os testes, o sistema de frenagem regenerativa original foi preservado, sendo capaz de devolver 10 amperes de corrente para o conjunto de baterias improvisado.

Embora o projeto evidencie o potencial de gerar “energia gratuita” a partir do lixo eletrônico, o autor ressalta os riscos envolvidos. O manuseio de células de lítio sem o devido conhecimento técnico, por exemplo, pode causar incêndios graves, alerta.

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