Pesquisa revela que apólices encareceram para o público feminino, mesmo com homens liderando com folga o número de acidentes de trânsito
A máxima de que mulheres pagam menos pelo seguro de automóveis começa a ser contrariada pelos números. Historicamente beneficiadas por índices menores de acidentes, as motoristas agora enfrentam um encarecimento nas apólices. Um levantamento da Creditas Seguros, divulgado pelo Estado de S. Paulo, revela uma inversão nessa lógica: em 2025, o valor médio para o público feminino subiu 2,5%, enquanto o custo para os homens registrou queda de 1,5%.
A pesquisa, que analisou 11 capitais considerando um perfil fixo de segurados de 35 anos e casados, atesta que elas passaram a desembolsar mais. Segundo o mercado, a mudança reflete a nova dinâmica do trânsito. O aumento da exposição feminina ao risco, com maior uso do carro em horários de pico e para o trabalho, impactou diretamente as estatísticas.
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Apesar dessa nova tendência tarifária, os homens ainda lideram as estatísticas de acidentes. Dados de 2025 do Detran-SP mostram que o público masculino esteve envolvido em 80,7% das ocorrências, contra 19,3% das mulheres. A maioria dos registros (88,9%) foi classificada como leve, seguida por casos graves (6,4%) e fatais (4,7%).
A aparente contradição entre volume de acidentes e preços é explicada pela sofisticação da precificação. O uso de algoritmos e telemetria para análise de comportamento reduziu o peso do gênero como fator isolado. O risco agora é calculado por um cruzamento complexo de dados, encarecendo a apólice para rotinas mais expostas.
Em âmbito nacional, contudo, um estudo da TEx aponta que, na média geral do mercado, o seguro segue proporcionalmente mais caro para os homens. A divergência entre os levantamentos ocorre pela metodologia: um foca em recortes específicos de perfil, enquanto o outro retrata o comportamento massificado do setor.
O cenário evidencia que o preço da proteção veicular se tornou multifatorial. Variáveis como idade, região, histórico de sinistros e modelo do veículo são decisivas. Condutores jovens chegam a pagar o dobro, e variações regionais podem superar 100%. A diferença reflete, sobretudo, o refinamento dos critérios adotados pelas seguradoras.
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Existe uma explicação mais simples:
De um diferencial antes praticado só por algumas seguradoras, os preços menores pra mulheres viraram regra entre todas seguradoras.
Como o apelo chamativo deixou de existir, e o seguro é uma necessidade a ser contratada de qualquer jeito, a régua subiu!