Fim da vantagem: por que o seguro de carro passou a cobrar mais das mulheres?

Pesquisa revela que apólices encareceram para o público feminino, mesmo com homens liderando com folga o número de acidentes de trânsito

empresaria dirigindo o carro na cidade scaled
Mudanças no comportamento e na precificação ajudam a explicar diferença nos valores (Foto: Banco de Imagem | Shutterstock)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 25/03/2026 às 14h00

A máxima de que mulheres pagam menos pelo seguro de automóveis começa a ser contrariada pelos números. Historicamente beneficiadas por índices menores de acidentes, as motoristas agora enfrentam um encarecimento nas apólices. Um levantamento da Creditas Seguros, divulgado pelo Estado de S. Paulo, revela uma inversão nessa lógica: em 2025, o valor médio para o público feminino subiu 2,5%, enquanto o custo para os homens registrou queda de 1,5%.

AutoPapo
NÃO FIQUE DE FORA do que acontece de mais importante no mundo sobre rodas!
Seguir AutoPapo no Google

A pesquisa, que analisou 11 capitais considerando um perfil fixo de segurados de 35 anos e casados, atesta que elas passaram a desembolsar mais. Segundo o mercado, a mudança reflete a nova dinâmica do trânsito. O aumento da exposição feminina ao risco, com maior uso do carro em horários de pico e para o trabalho, impactou diretamente as estatísticas.

VEJA TAMBÉM:

Apesar dessa nova tendência tarifária, os homens ainda lideram as estatísticas de acidentes. Dados de 2025 do Detran-SP mostram que o público masculino esteve envolvido em 80,7% das ocorrências, contra 19,3% das mulheres. A maioria dos registros (88,9%) foi classificada como leve, seguida por casos graves (6,4%) e fatais (4,7%).

A aparente contradição entre volume de acidentes e preços é explicada pela sofisticação da precificação. O uso de algoritmos e telemetria para análise de comportamento reduziu o peso do gênero como fator isolado. O risco agora é calculado por um cruzamento complexo de dados, encarecendo a apólice para rotinas mais expostas.

Em âmbito nacional, contudo, um estudo da TEx aponta que, na média geral do mercado, o seguro segue proporcionalmente mais caro para os homens. A divergência entre os levantamentos ocorre pela metodologia: um foca em recortes específicos de perfil, enquanto o outro retrata o comportamento massificado do setor.

O cenário evidencia que o preço da proteção veicular se tornou multifatorial. Variáveis como idade, região, histórico de sinistros e modelo do veículo são decisivas. Condutores jovens chegam a pagar o dobro, e variações regionais podem superar 100%. A diferença reflete, sobretudo, o refinamento dos critérios adotados pelas seguradoras.

Newsletter
Receba diariamente notícias, dicas e conteúdos exclusivos que foram destaque no AutoPapo.

👍  Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.

TikTok TikTok YouTube YouTube Facebook Facebook X X Instagram Instagram
Siga no

Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, acompanhe o AutoPapo no YouTube Podcasts:

Podcast - Ouviu na Rádio Podcast - Ouviu na Rádio AutoPapo Podcast AutoPapo Podcast
1 Comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Comentários com palavrões e ofensas não serão publicados. Se identificar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Avatar
Santiago 25 de março de 2026

Existe uma explicação mais simples:
De um diferencial antes praticado só por algumas seguradoras, os preços menores pra mulheres viraram regra entre todas seguradoras.
Como o apelo chamativo deixou de existir, e o seguro é uma necessidade a ser contratada de qualquer jeito, a régua subiu!

Avatar
Deixe um comentário