Ford nega recuo em carros elétricos após baixa contábil de R$ 10 bilhões

Montadora cancela SUV de sete lugares e adia picape, mas garante que mudança é ajuste de rota, não desistência

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Próximos elétricos da Ford devem focar no baixo custo em busca de maior sucesso (Foto: Ford | Divulgação)
Por Eduardo Passos
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 14/01/2026 às 09h00

A Ford descartou enfaticamente a ideia de que estaria recuando em seus planos de eletrificação, mesmo após anunciar uma baixa contábil de £ 1,45 bilhão (cerca de R$ 10,6 bilhões) em sua divisão de veículos elétricos. O prejuízo está atrelado, principalmente, ao cancelamento de seu futuro SUV elétrico de sete lugares e ao adiamento de outros projetos estratégicos.

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A decisão reflete um ajuste de rota diante de um mercado que cresceu em ritmo menor do que o previsto. Marin Gjaja, diretor de operações da divisão de elétricos da marca, afirmou que a empresa não está “dando marcha ré”, mas sim adequando o ritmo e o foco dos produtos. A nova diretriz prioriza o desenvolvimento de modelos híbridos — que oferecem margens de lucro mais seguras a curto prazo — e de uma nova plataforma para elétricos compactos e acessíveis.

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O cancelamento do SUV grande, que competiria em um segmento de alto custo, sinaliza a preocupação da montadora com a concorrência chinesa, que tem dominado a tecnologia de baterias e pressionado os preços globais para baixo. Para enfrentar esse cenário, a Ford mobilizou uma equipe dedicada  na Califórnia, focada exclusivamente em criar veículos elétricos de baixo custo com alta eficiência, previstos para 2027.

Além do impacto financeiro imediato, a mudança de estratégia postergou o lançamento da nova geração de picapes elétricas da marca. O objetivo é evitar a saturação de um mercado onde os consumidores ainda mostram resistência aos preços elevados e à infraestrutura de recarga, optando pela transição via modelos híbridos.

Segundo a montadora, a “dor financeira” atual é necessária para garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo, evitando a produção de veículos que não trariam retorno financeiro dentro da nova realidade de preços da indústria automotiva global.

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