Gasolina na Argentina também terá mais etanol para frear preços; saiba o que muda

Governo autoriza petroleiras a aumentar uso de biocombustível para evitar repasses ao consumidor; regra segue tendência adotada pelo Brasil

Argentina autoriza mais etanol na gasolina para conter alta dos combustíveis
Nova regra permite mistura de até 15% de etanol na gasolina argentina (Foto: Banco de Imagem | Shutterstock)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 31/03/2026 às 13h00

O governo da Argentina autorizou a ampliação da mistura de etanol na gasolina como estratégia para mitigar o impacto da valorização internacional do petróleo sobre o mercado interno. A medida permite que as petroleiras elevem o percentual do biocombustível dos atuais 12% para até 15%, em caráter opcional.

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A decisão mantém o percentual mínimo obrigatório inalterado, mas concede autonomia às empresas para ajustar a composição do combustível conforme as condições de mercado. Na prática, a flexibilização reduz a dependência de derivados de petróleo e funciona como um amortecedor contra as oscilações de preços nas refinarias, num momento de incerteza global.

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Para viabilizar a mudança técnica, a Secretaria de Energia da Argentina também elevou o limite de oxigênio permitido na gasolina para 5,6% — índice vinculado diretamente à presença do etanol. A medida não abrange o diesel, que permanece com a mistura obrigatória de até 20% de biodiesel, conforme a legislação vigente no país vizinho.

Segundo o comunicado oficial, o movimento busca blindar a economia argentina dos efeitos de tensões geopolíticas no Oriente Médio, que têm pressionado o valor do barril de petróleo do tipo Brent. Além do fator econômico, o governo destaca que o aumento da octanagem proporcionado pelo etanol melhora a eficiência da combustão e reduz a emissão de monóxido de carbono, alinhando-se a metas ambientais.

A iniciativa argentina ocorre enquanto o Brasil consolida patamares ainda mais elevados de mistura. Desde 2025, a gasolina brasileira contém 30% de etanol, e o Ministério de Minas e Energia coordena testes para elevar o índice para 35%. O programa brasileiro, que prevê investimentos de R$ 30 milhões, avalia os impactos de longo prazo no desempenho dos motores e na eficiência energética da frota nacional, sob fortes críticas de entidades do setor.

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