GM e SAIC aceleram eletrificação para reverter queda na China

Plano inclui investimentos bilionários, lançamentos das marcas Buick e Cadillac e foco em inovação para competir com montadoras locais

Buick electra l7
Joint venture aposta em novos elétricos e tecnologia para recuperar mercado antes do fim do acordo (Foto: Buick | Divulgação)
Por Júlia Haddad
Publicado em 29/03/2026 às 15h00

A joint venture entre a General Motors e a SAIC Motor busca reverter a perda de participação no mercado chinês com uma estratégia centrada na eletrificação e inovação. O movimento ocorre em meio à proximidade do fim do acordo previsto para 2027.

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Em reunião com concessionários no início de março, o presidente da operação, Lu Xiao, apresentou um plano de três anos que prevê novos modelos elétricos das marcas Buick e Cadillac, avanços em tecnologia embarcada e expansão das exportações.

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As vendas da joint venture caíram de cerca de 2 milhões de veículos em 2017 para 562 mil em 2025. Apesar de a operação ter voltado ao lucro após uma reestruturação de US$ 2,7 bilhões, o desempenho ainda gera cautela no setor, especialmente diante da falta de sinalizações sobre a renovação da parceria, ao contrário da Volkswagen.

Como parte da estratégia, mais de 10 bilhões de yuans serão investidos na atualização da linha Buick e no desenvolvimento de novos produtos eletrificados, com foco no segmento de SUVs. Entre os lançamentos, está o Buick Electra L7, além de versões elétricas e híbridas de modelos existentes. A Cadillac também avança com o SUV elétrico Vistiq, equipado com tecnologias de assistência desenvolvidas em parceria com a Momenta.

A iniciativa busca reduzir a defasagem tecnológica em relação às montadoras chinesas. A nova plataforma da joint venture promete arquitetura de 1.000 V, autonomia de até 1.000 km e recursos avançados de condução e conectividade, incluindo futuras integrações com tecnologias da ByteDance.

As exportações seguem como alternativa de crescimento, embora pressionadas por tarifas comerciais. Em 2025, os embarques caíram cerca de 40%, impactados principalmente por barreiras nos Estados Unidos e no México.

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