Proposta baseada em caso de ônibus elétricos em SP quer dar transparência à capacidade da rede e evitar conflito de interesses.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prepara o terreno para uma mudança regulatória que pode alterar a dinâmica da infraestrutura de recarga no Brasil. A agência avalia submeter a consulta pública uma proposta que permite às distribuidoras de energia ditar os horários e dias permitidos para o abastecimento de veículos elétricos, criando uma modalidade de “operação restrita”, afirma o site Cenário Energia.
A medida, detalhada em nota técnica enviada à relatoria do diretor Willamy Frota, visa solucionar um gargalo crescente: a necessidade de obras estruturais pesadas na rede para suportar a nova demanda da eletromobilidade.
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A lógica da proposta é econômica: ao aceitar carregar apenas em horários de menor demanda da rede, empresas de ônibus, condomínios e eletropostos poderiam ter suas conexões aprovadas mais rapidamente, sem arcar com os custos de reforço da infraestrutura elétrica local. O modelo toma como base um precedente aberto para a Enel São Paulo, que firmou acordo operacional com horários restritos para uma garagem da Viação Metrópole.
Para garantir o cumprimento, o controle seria automatizado. Seja por sistemas da própria distribuidora ou do consumidor, a energia só fluiria nas janelas de tempo estipuladas em contrato, oferecendo previsibilidade ao sistema elétrico.
Além da flexibilização, a área técnica da Aneel recomenda maior transparência. Assim, as distribuidoras seriam obrigadas a publicar mapas de disponibilidade de potência e filas de pedidos de conexão em seus sites, permitindo que investidores saibam onde é viável instalar carregadores.
Um ponto sensível que deve aquecer o debate na consulta pública é o potencial conflito de interesses. Como as distribuidoras também podem operar eletropostos em suas áreas de concessão, a agência busca mecanismos para evitar que essas empresas usem as restrições de horário para prejudicar concorrentes e privilegiar suas próprias estações de recarga.
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Quem tem de investir em melhorias e infraestrutura são as concessionárias. Pra isso elas tem um contrato de exclusividade durante 30 anos. Se não fizeram nada até agora é problema delas e da Aneel, Agência federal que deveria multar e fiscalizar. Desde o tempo do Fernando Henrique temos problemas de infraestrutura e nada se faz. Sem contar que desde a época do apagão, ainda no FHC o PT critica e vai pra televisão 📺 pra falar sobre isso. Agora querem descontar em cima da gente?. Tá de sacanagem!. Arrumem a solução do problema, não comecem com gambiarra.
Era só uma questão de tempo pra que surgisse essa necessidade.
É obvio que aconteceria, mas os entusiastas de se “plugar o mundo na tomada elétrica” recusam-se a enxergar a realidade das coisas.
O problema vem lá de trás. Não é de agora e muito menos quem tem carro EV tem culpa. Vamos achar a solução plausível e não culpar o usuário final. Leia o texto acima e se vc tiver mais de 30 anos vai lembrar lá de trás o que realmente houve.