Guerra no Oriente Médio faz Ferrari e Maserati suspenderem exportação de carros

Tensão entre Irã e Israel ultrapassa o petróleo, bloqueia entregas de Ferrari e outras e afunda as vendas de marcas de luxo no Oriente Médio

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Marcas como Ferrari, Maserati e Bentley suspenderam envios devido ao conflito no Golfo Pérsico (Foto: Ferrari | Divulgação)
Por Júlia Haddad
sob supervisão de Eduardo Passos
Publicado em 24/03/2026 às 06h00

A escalada do conflito no Oriente Médio, envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, ultrapassou as fronteiras do setor energético e atingiu em cheio o mercado automotivo de alto luxo. A constância dos ataques na região gerou um severo gargalo logístico, ameaçando o fornecimento de supercarros para um dos polos de consumo mais estratégicos e rentáveis do segmento de alto luxo.

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Diante da insegurança nas rotas marítimas, marcas como Ferrari e Maserati suspenderam a maior parte de suas exportações direcionadas ao Golfo Pérsico. O risco iminente de ataques a navios cargueiros forçou as montadoras a buscarem rotas alternativas emergenciais. Atualmente, as poucas unidades da Ferrari que ainda chegam aos clientes locais são enviadas por via aérea. A operação, contudo, esbarra na viabilidade financeira e logística: o custo do frete por avião é até quatro vezes superior ao transporte marítimo tradicional.

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A crise no transporte soma-se a uma mudança abrupta no comportamento do consumidor de alta renda. Segundo o CEO da Bentley, Frank-Steffen Walliser, a ameaça constante de retaliações militares alterou drasticamente as prioridades dos clientes locais, resultando em uma retração perceptível na demanda. O cenário de paralisia é agravado pelo bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, uma das principais vias comerciais do mundo, onde cerca de 20 embarcações já foram alvo de ofensivas.

O colapso nessa rota de luxo é reflexo direto da instabilidade gerada pelas tensões geopolíticas. Nas últimas semanas, infraestruturas críticas do setor energético sofreram danos severos, a exemplo da refinaria da SAMREF, na Arábia Saudita, e da unidade de gás natural liquefeito em Ras Laffan, no Catar. Com mísseis atingindo também pontos estratégicos no Kuwait e em Abu Dhabi, a crise elevou os preços globais do petróleo e endureceu a diplomacia. O Irã promete respostas ainda mais duras a novas investidas, indicando que o estrangulamento comercial no Oriente Médio está longe de um desfecho.

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