Mais de meio século após o fim do programa Apollo, a humanidade está prestes a visitar a Lua novamente. A missão Artemis 2 — com lançamento possível a partir de 6 de fevereiro — não é apenas um teste técnico; é o marco inicial de uma nova era de exploração espacial que visa estabelecer uma presença permanente na Lua e, futuramente, levar o homem a Marte.
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Se a Apollo foi uma corrida de curta distância motivada pela Guerra Fria, o programa Artemis é uma maratona focada em sustentabilidade e ciência. Abaixo, um guia para entender os pilares dessa empreitada.
Como será a missão?
Maior foguete já construído pelo homem será responsável por levar os astronautas à Lua (Foto: Keegan Barber | NASA)
A Artemis 2 ainda não pousará na superfície lunar. Assim como a missão Apollo 8 (1968), a ideia é enviar os astronautas para contornar o lado escuro da Lua, retornando à Terra em seguida. Será a primeira vez desde 1972 que os seres humanos vão tão longe e, caso tudo dê certo, a missão Artemis 3 realizará o pouso lunar no ano que vem.
O veículo: a tripulação viajará a bordo da cápsula Orion, impulsionada pelo foguete Space Launch System (SLS) — o mais potente já construído pela Nasa.
A trajetória: após o lançamento do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a nave realizará órbitas ao redor da Terra para ganhar impulso e testar sistemas vitais. Em seguida, será disparada em direção à Lua, onde fará um sobrevoo de cerca de 10.300 km da superfície oculta do satélite, usando a gravidade lunar para ser “estilingada” de volta à Terra.
Duração: A missão completa deve durar cerca de 10 dias, finalizando com um pouso no Oceano Pacífico.
Quem está a bordo?
Tripulação da missão Artemis 2 já está de prontidão para decolagem (Foto: Aubrey Gemignani | NASA)
A tripulação reflete a diversidade e a cooperação internacional do século 21, contrastando com o perfil homogêneo dos anos 1960. Entre o grupo, há uma mulher, um homem negro e um estrangeiro:
Reid Wiseman (EUA): comandante da missão.
Victor Glover (EUA): piloto e primeiro homem negro a viajar para o espaço profundo.
Christina Koch (EUA): especialista da missão e primeira mulher a orbitar a Lua; detém o recorde de voo espacial contínuo mais longo por uma mulher.
Jeremy Hansen (Canadá): especialista da missão e primeiro não-americano a deixar a órbita da Terra, simbolizando a parceria com a Agência Espacial Canadense (CSA).
Por que voltar agora?
A Nasa elenca três motivos principais para o retorno, resumidos no lema “Ciência, Inspiração e Marte”:
Laboratório para Marte: a Lua servirá como campo de provas para tecnologias essenciais em viagens longas, como habitats, trajes espaciais e sistemas de suporte à vida em ambiente de radiação intensa.
Água e Recursos: o foco agora é o Polo Sul lunar, região onde se acredita haver grandes reservas de gelo de água nas crateras sombreadas. Essa água pode ser usada para consumo e para produzir combustível de foguete (hidrogênio e oxigênio).
Geopolítica: manter a liderança na exploração espacial frente ao avanço do programa espacial chinês, que também planeja missões lunares tripuladas para a década de 2030.
E as próximas missões?
O sucesso da Artemis 2 é o gatilho para as próximas etapas, que são progressivamente mais complexas:
Artemis 3 (meados de 2027): será a missão que efetivamente pousará na Lua. A Nasa planeja levar a primeira mulher e o primeiro homem não-branco à superfície do Polo Sul lunas. O cronograma depende do desenvolvimento do módulo de pouso (uma versão da Starship, da SpaceX) e dos novos trajes espaciais.
Artemis 4 (2028): Focada na montagem da Gateway, uma estação espacial que ficará na órbita da Lua e servirá como ponto de parada para futuras missões de descida à superfície e como laboratório científico.
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