Produzido em Piracicaba, modelo global ocupará espaço acima do HB20 e terá versão híbrida para disputar mercado com novos SUVs compactos
A Hyundai planeja aproveitar a Copa do Mundo de 2026 para apresentar a nova geração do i20. A montadora sul-coreana, patrocinadora oficial do torneio que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá, deve realizar o lançamento entre os dias 10 e 11 de junho, coincidindo com a cerimônia de abertura da competição. A novidade é especialmente interessante para o Brasil, já que o i20 pode ser o novo modelo produzido pela marca em Piracicaba (SP).
É o que diz a apuração do Estado de S. Paulo. Embora interpretações anteriores de comunicados da marca sugerissem que a novidade seria o SUV Bayon, fontes do setor confirmam ao periódico que o foco da apresentação é o hatch i20. O modelo será fabricado no Brasil e manterá a nomenclatura global, servindo como uma evolução estratégica para o portfólio da empresa no país.
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Internamente, o veículo é posicionado como um “irmão maior” do HB20. Com dimensões ampliadas e maior refinamento tecnológico, o i20 ocupará o degrau imediatamente abaixo do SUV Creta. No mercado brasileiro, a missão é enfrentar concorrentes como o Volkswagen Tera, o Chevrolet Sonic e as versões topo de linha do Chevrolet Onix.
A produção ocorrerá na unidade paulista da Hyundai. A fábrica recebeu modernizações significativas como parte do ciclo de investimentos de US$ 1,1 bilhão anunciado pela montadora para o Brasil até 2032. Com a expansão, a capacidade produtiva saltou para 215 mil veículos anuais.
Em termos de especificações, o hatch deve registrar cerca de 4,10 metros de comprimento e entre-eixos próximo de 2,60 metros, garantindo mais espaço interno e porta-malas na faixa dos 350 litros. O design seguirá a identidade visual global da marca, com interior dominado por telas integradas e pacotes de segurança ativa.
Sob o capô, a gama deve oferecer o motor 1.0 aspirado para as configurações de entrada e o 1.0 turbo para as variantes intermediárias e de luxo. A transmissão será manual de cinco marchas ou automática de seis velocidades. Há, ainda, a previsão de um sistema híbrido leve de 48 volts, alinhado à tendência de eletrificação parcial do mercado nacional.
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